A União de Freguesias (UF) de Assafarge e Antanhol continua a crescer a nível habitacional e empresarial. A proximidade com Coimbra, as boas acessibilidades, a área verde e a tranquilidade são alguns dos fatores que contribuem para a grande atratividade desta freguesia que tem apostado na criação de respostas que garantam a desejada qualidade de vida da população. O presidente, António Teodoro, candidato assumido a um novo mandato nas próximas eleições autárquicas, destaca o trabalho feito nessa área, sem esquecer algumas das obras emblemáticas que quer concretizar, como as construções do tão desejado lar para idosos e de uma nova sede de Junta.
Com cerca de 5.000 habitantes, a União de Freguesias (UF) de Assafarge e Antanhol é uma freguesia com qualidade de vida e boa para viver. O presidente da UF enaltece o crescimento que se tem verificado a nível da procura de habitação, sobretudo moradias, por parte de jovens casais que ali escolhem morar. António Teodoro explica que esta UF é composta por duas localidades distintas, sendo Assafarge “muito mais habitacional e Antanhol muito empresarial”, congratulando-se pelo número de empresas que continuam a manifestar interesse em fixar-se nesta UF.
“Temos cerca de 130 indústrias e comércio. É um número muito significativo, que cria emprego e impulsiona a economia local”, realça. Nesta fase, em processo de mudança está a empresa Catarinos, que vai deslocar-se de Eiras para Antanhol, um processo que, segundo o autarca, deverá estar terminado até ao final do ano.
O presidente assegura que a UF tem “todas as condições para crescer” e tem sido nessa perspetiva que o Executivo tem trabalhado, procurando assegurar todas as respostas que a população necessita e criando infraestruturas que vão ao encontro das suas necessidades diárias, como transportes, boas acessibilidades, segurança e equipamentos de desporto e lazer. Este tem sido um trabalho contínuo – até porque o trabalho numa freguesia nunca termina – que tem abraçado desde abril de 2019, quando assumiu a presidência da Junta, após o falecimento do anterior autarca, José Manuel Filipe. Não foi, no entanto, nada de novo para si, uma vez que integrava já o Executivo desde 2013, conhecendo, por isso, muito bem este vasto território, as suas gentes e necessidades.
Parques geriátricos em todos os 12 lugares da UF
Os hábitos de vida da população e a preocupação com a saúde e bem estar, são cada vez mais evidentes. Esta é uma realidade também nesta UF, onde são frequentes as caminhadas e a prática de desporto. Para responder a esta franja significativa da população, que engloba no fundo, todas as faixas etárias, o Executivo construiu parques geriátricos em todos os 12 lugares da UF, de forma a permitir que nos seus percursos, as pessoas possam interromper as caminhadas para fazer algum exercício de manutenção. Criou, no fundo, “ginásios” ao ar livre e que estão à disposição de todos.
A Junta tem apostado igualmente na construção de passeios, fazendo ligações seguras a todos esses novos parques que foram construídos, e tem criado zonas de estacionamento. Construiu também uma paragem de autocarro, para garantir que as pessoas possam esperar pelos transportes públicos protegidos do mau tempo e em segurança.
António Teodoro destaca ainda outras intervenções executadas pela Junta, como a construção de valetas em calçada e o arranjo de ruas, entre outras obras.
O autarca adianta que recebeu agora as obras protocoladas no âmbito dos contratos interadministrativos referentes a 2020, ficando ainda a faltar uma do ano passado e todas as de 2021. Para já, vão ser então propostas a concurso as construções de um passeio na Rua Nova, em Assafarge, e de um parque infantil na Palheira. De fora, continua a ficar a construção do parque geriátrico e de merendas na Abrunheira, uma obra que integra os contratos de 2020 mas que continua à espera do projeto.
Abrunheira aguarda pelo parque geriátrico e de lazer
A construção do parque geriátrico e de lazer da Abrunheira é uma das ambições da Junta. António Teodoro realça que estas são todas “obras que apostam muito na qualidade de vida das pessoas” e não esconde que “a maior preocupação de um autarca é sempre o bem estar dos seus fregueses”.
Este parque integra-se nessa filosofia que defende para a freguesia, já que virá a proporcionar ótimas condições tanto à população como aos visitantes. “É um espaço bonito, que fica ao lado de uma fonte, onde queremos instalar algum equipamento geriátrico e fazer um parque de merendas, devidamente equipado. É um conceito que está muito bem feito e em voga, que concilia a parte antiga da fonte com a moderna, explica, adiantando que já foi chamado “para ver algumas alterações do projeto”, aguardando pela sua conclusão.
“Este é um dos projetos muito desejados e seria um espaço de eleição para a população e visitantes”, sublinha.
Junta transporta crianças para as escolas
As áreas da infância e da educação têm exigido também um esforço adicional da Junta, que tem assegurado o transporte a mais de uma dúzia de alunos que vivem longe dos estabelecimentos de ensino e não dispõem de transportes públicos que satisfaçam as suas necessidades. António Teodoro dá o exemplo das crianças de Valongo, que frequentam as escolas de Assafarge ou da Palheira, e que não têm transportes compatíveis. “Vamos levá-los de manhã para a escola e jardins de infância e vamos buscá-los no final do dia. Somos, provavelmente, a única Junta do concelho de Coimbra a fazê-lo”, realça.
De acordo com o presidente, há atualmente 180 crianças a frequentarem os quatro estabelecimentos de ensino da UF, nomeadamente as Escolas Básicas n.º 1 da Palheira e Assafarge e os jardins de infância dos Carvalhais de Baixo e de Antanhol.
António Teodoro lamenta que haja duas escolas encerradas por falta de alunos, sendo que a de Valongo já encerrou há nove anos e continua sem qualquer tipo de utilização, apesar de já ter sido solicitada a sua cedência à Câmara, para acolher um grupo de escuteiros e um de marchas populares, não tendo havido, segundo o presidente, “qualquer resposta”até ao momento. Quanto à escola de Antanhol está fechada há dois anos, apesar da Junta ter tentado mantê-la aberta para evitar “turmas mistas”. A sugestão foi apresentada à Direção Regional de Educação do Centro mas sem sucesso até agora.
Nesta área da infância, há também outro projeto que tarda em concretizar-se, recordando António Teodoro que a Junta pede, “há uns seis anos, uma cobertura para o Jardim de Infância dos Carvalhais”, uma necessidade premente de forma a garantir o bem estar das crianças que, desta maneira, “não têm qualquer espaço de sombra para brincarem no verão nem coberto para brincarem no inverno, ficando confinados ao interior da escola, mesmo no atual contexto de pandemia”.
Também já foi pedida uma entrada adaptada a pessoas com mobilidade reduzida para a escola de Assafarge e Antanhol. O autarca diz que este pedido já foi feito e lamenta que, “apesar da vontade da Junta, não o possa concretizar, uma vez que obedece a muitas regras e depende da intervenção de um técnico especializado”.
Associativismo dinâmico enriquece freguesia
A UF de Assafarge e Antanhol é muito rica em associativismo. De acordo com o presidente, são cerca de 15 as coletividades aí existentes, ligadas a várias atividades, como desporto, música coral, cantares, ranchos, marchas e de dinamização do património. O Grupo de Cantares e Dança de Assafarge, o Rancho Típico da Palheira, os polidesportivos da Palheira e de Valngo, a Marcha Popular da Cegonheira, o Centro Desportivo de Assafarge e o Campo da Mata integram esta vasta lista, sendo de destacar também os centros recreativos e desportivos que existem em praticamente em todos os lugares da freguesia, espaços de convívio muito dinâmicos, que potenciam as localidades e que contribuem para a confraternização da população.
Neste momento, devido à pandemia da covid-19, encontram-se fechados ao público. Dada a sua importância para a comunidade e consciente das dificuldades financeiras que atravessam, já que há despesas fixas às quais é preciso responder, a Junta tem apoiado estas coletividades nesta fase mais difícil da sua existência, esperando que possam retomar a sua dinâmica assim que as condições de saúde pública o permitam.
Transportes públicos a duas velocidades
Já na área dos transportes públicos, há duas realidades diferentes. Enquanto Assafarge tem uma boa rede de transportes, Antanhol depara-se ainda com dificuldades, sobretudo no que toca a horários. O presidente lamenta que haja “horários que não sejam cumpridos, autocarros que não passem sem qualquer aviso prévio, deixando as pessoas horas à espera nas paragens”.
A reclamação já foi apresentada à Câmara e Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) que, segundo António Teodoro, justificam a falha “com a falta de motoristas e/ou autocarros e avarias”, uma situação que, “infelizmente, se repete com frequência e que faz com que as pessoas percam o hábito de utilizar os transportes públicos”.
Espera que todas estas lacunas possam ser resolvidas brevemente, em prol do bem estar da população. O presidente assegura que esta é uma freguesia “com muita qualidade de vida, segura, com boas infraestruturas” e, da parte da Junta, garante que “está disponível sempre para responder a qualquer necessidade e sujestões da população”.
“Quero que os nossos fregueses se sintam bem e gostem da freguesia onde vivem. Todos sabem que eu, enquanto presidente, estou disponível 24 horas por dia para responder a todos, sem excepção. As pessoas são a grande prioridade da minha equipa”, sublinha.
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Lar para idosos continua a ser a grande prioridade

A construção de um lar para idosos continua a ser a obra mais desejada do Executivo da União de Freguesias (UF) de Assafarge e Antanhol. Este é o projeto que o presidente António Teodoro considera prioritário e será uma das principais “bandeiras” que leva para o próximo mandato.
Recorda que a própria Câmara de Coimbra cedeu à Junta, em 2009, um terreno com perto de 7.000 metros quadrados com esse fim, situado na Quinta da Chanfurrina, em Assafarge.
“Uma das minhas maiores ambições é dar início a este projecto, o terreno existe, já temos a maquete do projeto, falta executá-lo”, frisa.
António Teodoro explica que esta obra dependerá sempre do aval da Câmara de Coimbra e da Segurança Social, sendo necessário encontrar depois a instituição particular de solidariedade social (IPSS) com condições para assumir a sua gestão. Considera que é uma “resposta imprescindível” para os idosos da freguesia, que vai permitir que se mantenham na sua terra, sem serem “desenraizados”.
De acordo com o autarca, o projeto que está a ser preparado é bastante inovador, já que incluirá alguns quartos com “kitchenette”, pequenas cozinhas onde, por exemplo, um casal possa confecionar as suas refeições, de “forma a sentir-se o mais próximo possível da casa onde vivia, mantendo as suas rotinas e autonomia”.
A ideia é que este lar privilegie a população local, embora possa acolher também pessoas de fora, prevendo-se que venha a ter capacidade para 50 a 60 utentes.
António Teodoro lembra que esta é a valência que falta nesta UF, que dispõe de três IPSS que asseguram respostas de infantário, jardim de infância e Centro de Dia.
“Precisamos urgentemente de um lar. Hoje, mais do que nunca, as pessoas trabalham e não têm condições para tomar conta dos seus idosos. A vida assim o exige, mesmo que essa não seja a vontade dos filhos. Temos que dar alguma qualidade de vida aos nossos idosos e ter um lar com qualidade é importante. Este é um ponto chave”, sublinha.
Junta de Assafarge precisa de uma nova sede
A construção de uma nova sede da Junta, em Assafarge, é outro dos projetos considerados prioritários. António Teodoro alerta para a “falta de condições, a nível de espaço”, o que obriga a que qualquer evento que mobilize mais pessoas, como reuniões e eleições, tenham que ser realizadas noutro local, habitualmente nas escolas primárias.
Defende que a nova sede deve ser construída de raiz, noutro local, podendo as atuais instalações serem transformadas em Casa Mortuária, outra lacuna sentida pela população. Atualmente os velórios são feitos na Casa Paroquial, um espaço pequeno que não tem as necessárias condições. A ideia do autarca passa por transferir para essas instalações a Casa Mortuária, proporcionando assim à população “condições mais dignas para velarem os seus entes queridos”.
UF quer ligação pedonal entre a Palheira e Assafarge
Outra das ambições do Executivo é criar uma ligação pedonal entre a Palheira e Assafarge, de forma a garantir a segurança de todas as pessoas que, cada vez mais, fazem as suas caminhadas e passeios por estas localidades, separadas pela estrada nacional. António Teodoro diz que “não é seguro para ninguém” atravessar aquela via, daí que faça parte dos seus projetos construir esta via por cima do ribeiro.
Explorar e potenciar toda a zona verde e o património da freguesia tem sido, aliás, um dos desafios desta UF. Nesse sentido, têm sido criados vários passeios, percursos pedonais e trilhos pela natureza, estando outros a ser delineados. “Vamos criar dois percursos em Antanhol, um com cinco e outro com 10 quilómetros”, adianta o autarca.
Em preparação está também, em parceria com um grupo que faz grandes caminhadas, o “passeio das Cortelhas”, que vai percorrer as antigas quelhas que dão acesso ao castelo, um ponto de observação onde o Executivo pretende ter uma “grande diversidade de plantas e árvores, devidamente sinalizadas, para que possam ser visitadas”.
O autarca explica que as “Cortelhas são umas casinhas de pedra, construídas pelos nossos antepassados para se recolherem da chuva”. São feitas em pedra, sem telhas, com apenas um buraco para entrar. Encontram-se dispersas pelo meio do mato, em abundância. “Não conheço nenhuma terra que tenha tantas como Assafarge. Queremos que estes percursos pedestres passem por essas Cortelhas porque fazem parte do nosso património e muita gente nunca viu nenhuma”, explica.
Esse é também um projeto para concretizar. António Teodoro espera que o de Antanhol esteja concluído já em setembro, com as devidas placas sinalizadoras, estando outros em preparação, todos com vista à “promoção e usufruto deste vasto e rico património natural”.
O presidente deixa o convite para que as pessoas visitem a freguesia e, para além destes percursos, sugere passeios pela Fonte da Lapa, em Antanhol, que está a ser requalificada, um ótimo espaço para fazer um piquenique e passar um dia em família ou com amigos. Dispõe de muita sombra e dos necessários equipamentos no parque, como caixotes do lixo, mesas, água e uma grande área envolvente.
Propõe também uma visita a Santo Amaro, onde se realiza a única romaria do concelho de Coimbra, no cimo do monte, entre os Carvalhais e Assafarge, uma área que a Junta também pretende requalificar. A romaria realiza-se sempre no primeiro sábado do mês. Este ano seria no dia 7 de agosto mas devido à pandemia apenas haverá missa campal durante a tarde e fados de Coimbra à noite, a partir das 22h00.
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UF: Uma porta sempre aberta para quem precisa
A área social tem sido uma das que tem exigido uma atenção muito especial do Executivo da União de Freguesias (UF) de Assafarge e Antanhol e da Comissão Social de Freguesias. A pandemia veio agravar algumas situações de carência económica que já existiam mas veio também criar outras, ao provocar a quebra de rendimentos a agregados familiares que até aqui tinham uma vida financeira equilibrada.
O presidente da UF, António Teodoro, realça a disponibilidade da Junta e da Comissão Social para apoiar e assegura que todos podem pedir ajuda, de forma anónima e confidencial. Lamenta que haja “alguma pobreza envergonhada na freguesia” e que as pessoas só recorram aos serviços quando já estão mesmo em “situações de grande aflição”.
A Comissão Social e a Junta, sempre num trabalho articulado que envolve também muitas outras instituições e entidades, têm procurado apoiar as famílias naquilo que necessitam, como bens alimentares, máscaras de protecção, vestuário e outros equipamentos de proteção individual. António Teodoro explica que é também frequente transportar os utentes ao posto médico, assegurando que “a Junta é sempre uma porta aberta para quem precisa”.
Lança também um apelo a todos os que possam estar a viver dias de maiores dificuldades para que não tenham receio de se dirigirem aos serviços, já que a Junta está lá para os ajudar e orientar. “Há pessoas que tinham uma vida boa e que agora não têm. Em muitos casos deve-se à ajuda que deram aos filhos, sendo difícil para elas lidarem com esta nova realidade e só a muito custo pedem ajuda, muitas vezes só vêm mesmo quando já estão a passar fome”, lamenta.
António Teodoro assegura que esta é uma freguesia solidária, que sabe “colocar-se no lugar do outro” e que trabalha de forma articulada com o intuito de ajudar, salvaguardando sempre a privacidade de cada um. “Se precisar de ajuda, peça para falar com o assistente social. Não precisa de se justificar e ninguém lhe perguntará nada. Podem sempre contar com a Junta. É para isso que cá estamos”, frisa.