A Câmara Municipal de Coimbra já iniciou os trabalhos da segunda fase do arranjo urbano e paisagístico do Terreiro da Erva, uma intervenção que visa concluir em definitivo a requalificação iniciada no coração da Baixa da cidade em 2016. A empreitada representa um investimento municipal de cerca de 280 mil euros, com consignação formalizada em maio por 279.881,83 euros à empresa Construções Castanheira & Joaquim, Lda., e tem um prazo de execução fixado em 180 dias.
A necessidade de dividir a requalificação do Terreiro da Erva em duas fases resultou, na altura, de questões relacionadas com o cadastro da área a intervencionar. Agora, a obra vai permitir pavimentar o espaço em falta no largo, concretamente entre a cabeceira da antiga Igreja de Santa Justa e a Rua do Moreno. A intervenção abrange ainda a reparação de pavimentos degradados na envolvente do Adro de Santa Justa e da Rua do Carmo, prevendo a substituição e reposição de zonas pavimentadas em lajeado de granito, calçada de seixo e calçada calcária.
No subsolo, os trabalhos preveem a execução da rede de abastecimento e drenagem de águas, bem como a correção de anomalias em condutas e coletores existentes. À superfície, a intervenção contempla a melhoria do sistema de controlo de acessos de veículos ao largo, que passará a fazer-se com entrada pela Rua do Carmo e saída pela Rua Direita. A reformulação passa pela remoção de alguns pinos retráteis e pela instalação de novos equipamentos de controlo, alinhando a gestão do Terreiro da Erva com a estratégia de condicionamento de tráfego já implementada noutras zonas do centro histórico.
Condicionamentos de trânsito e fecho do estacionamento
A evolução dos trabalhos trará impactos no dia a dia da zona envolvente. O acesso ao estacionamento no Terreiro da Erva será progressivamente condicionado até ao seu encerramento total. As obras decorrem diariamente entre as 08h00 e as 18h00, período durante o qual a circulação rodoviária no acesso da Rua do Carmo ao Terreiro da Erva estará totalmente interdita. O espaço só reabrirá após a conclusão da empreitada, momento em que passarão a vigorar novas regras de acesso a divulgar pela autarquia.
A valorização da zona articula-se também com o plano de instalação da futura 2.ª Esquadra da Polícia de Segurança Pública no local. A nova infraestrutura policial é considerada uma peça fundamental para impulsionar a regeneração urbana e reforçar a segurança nesta zona histórica da cidade.