Os Encontros Mágicos regressam a Coimbra de 15 a 20 de setembro para assinalar a sua 30.ª edição, prometendo transformar praças, ruas e equipamentos culturais da cidade no epicentro internacional do ilusionismo. O festival, organizado pela Câmara Municipal de Coimbra, conta com um investimento de 95 mil euros e é produzido pela Luís de Matos Produções.
O evento reúne artistas provenientes de dez países, incluindo Argentina, Brasil, Coreia do Sul, França, Espanha, México, Singapura e Portugal, celebrando três décadas de história com uma vasta programação orientada para a proximidade com o público e para a democratização da cultura.
A Magia de Rua, grande marca distintiva do festival, contará com cerca de 75 atuações gratuitas entre terça-feira e domingo, distribuídas por quatro horários diários, às 10h30, 12h00, 15h00 e 18h00. Os espetáculos vão percorrer pontos de grande afluência da cidade, como a Praça 8 de Maio, a Praça do Comércio, a Rua Ferreira Borges, o Mercado Municipal D. Pedro V e o Largo da Portagem, terminando no domingo com um grande espetáculo de encerramento coletivo no Parque Vale das Flores.
A par da animação no centro urbano, o festival mantém a sua forte aposta na descentralização territorial através da iniciativa Magia na Região, levando apresentações a várias comunidades e freguesias do concelho, com ações programadas para o Ameal, Vendas de Santana, Souselas e Botão.
No Convento São Francisco, um dos principais polos do certame, o Grande Auditório acolhe nos dias 18 e 19 de setembro, às 21h30, as prestigiadas Galas Internacionais de Magia, apresentadas por Luís de Matos e com a participação de nomes cimeiros da cena mundial, como Daba e Cielo, Florian Sainvet, Juan Colás, Léa Kyle, Mag Marín e Nacho Samena. O mesmo espaço cultural será palco da singular experiência “Magia na Escuridão”, concebida pelo mágico chileno Juan Esteban Varela para convidar pessoas cegas e videntes vendados a vivenciar o ilusionismo sem o recurso à visão, bem como da exposição fotográfica “Contranatura”, de Mattia Bidoli, que retrata a utilização da arte mágica em campos de refugiados e cenários de guerra.
Completando o seu compromisso social e pedagógico, a programação integra a já habitual Escola de Magia, dirigida pelo espanhol Paulino Gil, que oferece oficinas de iniciação para crianças dos 6 aos 12 anos e inclui uma sessão especial dedicada a jovens da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra.
Adicionalmente, a vertente de Magia Solidária levará apresentações de ilusionismo a públicos com acesso limitado à vida cultural, com intervenções diretas no Hospital Pediátrico de Coimbra e no Estabelecimento Prisional.