A 56ª edição do Rally de Portugal já acelera pelo país. A prova mítica do Campeonato do Mundo de Rally (WRC) arrancou ontem (11) em Coimbra. A cerimónia de partida do evento deu-se com a Alta da cidade a ser palco deste “apito” oficial pelas 20h30, na Porta Férrea da Universidade de Coimbra.
Ainda nessa tarde teve lugar uma sessão de autógrafos com as estrelas do WRC, proporcionando aos fãs a oportunidade de estar mais perto dos seus favoritos.
É na manhã de hoje (12) que em Coimbra os concorrentes também partem para as duplas passagens pelas classificativas da Lousã (12,03 km), Góis (19.33 km) e Arganil (18.72 km), e a passagem por Mortágua (18.15 km), antes da estreia da Super Especial na Figueira da Foz. Este troço figueirense substitui o que habitualmente se desenhava nas ruas de Coimbra.
Depois da passagem pela região Centro do país, os concorrentes rumam amanhã (13) e domingo (14) ao norte e aos troços de Vieira do Minho (26,61 km), Amarante (37,24 km) e Felgueiras (8,91 km), que também recebem duplas passagens, antes de a popular super especial de Lousada, na pista da Costilha, encerrar o segundo dia da competição.
No domingo (14), há ainda o troço de Paredes, que antecede a primeira passagem pela especial de Fafe (11,18 km) e a classificativa de Cabeceiras de Basto (22,23 km).
A derradeira especial, em regime de “Power Stage” (com atribuição de 15 pontos extra pelos cinco mais rápidos), volta a acontecer em Fafe.
Como já é habitual, a chegada dos concorrentes acontece na cénica marginal de Matosinhos, a poucos quilómetros do centro operacional do rally, na Exponor.
O Rally de Portugal, que estará na estrada até domingo, percorre 329,06 quilómetros cronometrados, por entre um total de 1.636,25 quilómetros no centro e norte do país, ao longo de 19 classificativas.
Esta edição da prova é organizada pelo Automóvel Club de Portugal (ACP), contando com a maior lista de inscritos do WRC, cerca de 90 equipas.
“Não imagino o Campeonato do Mundo sem uma prova em Portugal, pois o nosso país enriquece este campeonato. Atualmente é quase impossível que nas provas obrigatórias Portugal não esteja incluído”, partilhou o presidente do Automóvel Clube de Portugal, Carlos Barbosa, estando convencido de que “vai ser um Rally muito interessante”.
De acordo com o dirigente, este evento mediático tem trazido, “através de uma equipa excecional, algo novo todos os anos para que seja diferente”. “Sem as autarquias também seria impossível fazer este evento, pois são grandes responsáveis para que o Rally de Portugal seja um sucesso”, sustentou Carlos Barbosa, referindo o retorno financeiro para a economia nacional que, no ano passado, atingiu o valor recorde de 155 milhões de euros.
Apelo à segurança
Ao todo são quase três mil militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), 550 ‘marshals’ (comissários de segurança), Proteção Civil e PSP que garantem a operação de segurança do Rally de Portugal, o considerado maior evento desportivo do país. Toda a operação está dimensionada para um aumento no número de espetadores face aos últimos anos, ainda marcados pela pandemia mundial, com a GNR a reforçar a necessidade de colaboração do público na prova.