14 de Agosto de 2026 | Coimbra
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Parque em Montemor-o-Velho reforça ligação da vila ao Centro Náutico

28 de Julho 2023

O Parque Urbano Ribeirinho de Montemor-o-Velho, que está agora aberto ao público, pretende reforçar a ligação da vila ao Centro Náutico.

O Parque Urbano foi construído nas margens do antigo leito do Mondego, a partir de uma empreitada, orçada em cerca de dois milhões de euros, que teve início em agosto de 2020.

“O Parque Ribeirinho é o aproveitamento e a devolução daquele espaço, que foi tão importante para a vila no tempo em que o rio Mondego passava ali naquela zona, a Montemor. […] A frente ribeirinha é devolvida à vila e faz-se uma ligação da vila ao Centro Náutico”, disse o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão.

As intervenções incidiram em cerca de 78 mil metros quadrados, com cerca de dois quilómetros de extensão. Os trabalhos permitiram a ligação com outros equipamentos desportivos, como a pista de atletismo e o Centro Náutico, já que, por exemplo, a Ciclovia do Mondego passa neste Parque.

O local, além de circuitos pedonais e cicláveis, tem um parque infantil com jogos de água, um campo de jogo, bicicletas elétricas, uma cafetaria e espreguiçadeiras. A colocação de uma rampa de acesso ao plano de água proporciona aos visitantes utilizar gaivotas a pedais, caiaques, fazer “stand up paddle” ou servir-se das “hidrobikes”. Além disso, como explicou o autarca, a comunidade local e os visitantes podem passear o seu cão ou fazer um piquenique.

O Plano de Ação para a Regeneração Urbana de Montemor-o-Velho – PARU 1 – Parque Urbano Ribeirinho – fase 1, promovido pelo município, representa um investimento superior a 1,6 milhões de euros, sendo uma operação apoiada pelo Programa Operacional Centro 2020, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no âmbito do eixo prioritário “Afirmar a Sustentabilidade dos Territórios” (CONSERVAR).

O município de Montemor-o-Velho investiu mais cerca de 300 mil euros em equipamentos para o Parque, o que totaliza um investimento de cerca de dois milhões de euros.

Emílio Torrão avançou que, durante as obras neste local, foi solicitado à autarquia para que se pudesse “peneirar a terra para reencontrar ou para recuperar sementes de espécies antigas”. Por isso, a Câmara Municipal está a limpar a outra margem do rio para que os investigadores possam fazer, nessa zona, um local para cultivar essas espécies.

“No Paul [do Taipal] já estamos a cultivar, a tentar disseminar, ou seja, reproduzir essas tais espécies autóctones do nenúfar amarelo […], espécies que estão extintas ou que estão na lista vermelha das espécies ameaçadas”, adiantou.


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