O mundo inteiro debate-se com problemas da mais variada ordem. Por diferentes regiões as calamidades não permitem a vida tranquila que a grande maioria dos povos deseja.
São as cheias envolvendo a destruição de muitas cidades, são os incêndios devastadores que lançam no caos milhares de pessoas, é a pandemia que se alastrou por todos os continentes lançando a desgraça em milhões de famílias.
Portugal não foge à regra e debate-se igualmente com casos de natureza variada. O enriquecimento ilícito não encontra limites no espírito de muitos. A pandemia faz igualmente os seus estragos não obstante as muitas medidas acertadas tomadas no âmbito da vacinação.
As eleições autárquicas aproximam-se do dia da votação e têm sido assunto para nos confrontarmos com situações surpreendentes.
Se é certo que por todo o país há opiniões que perturbam os espíritos mais tranquilos falo em especialmente de Coimbra, esta terra que tanto, nos últimos anos especialmente, se tem degradado em relação a outras cidades nacionais.
Nos últimos dias surge a notícia que a ferrovia de alta velocidade não terá paragem em Coimbra.
Será que os principais responsáveis pela nossa cidade se empenharam, direi mesmo impuseram, para que tal não aconteça?
Ou será que a ideia de um aeroporto em Cernache continua a ser um objetivo que não passa de uma quimera?
Será que as obras do Metrobus, cuja previsão de entrada em funcionamento pleno dizem agora ser para 2023 não vão concluir-se, como se impõe, restituindo a milhares de pessoas um direito ao transporte de que há tantos anos foram espoliados?
Ceira, este canto de Coimbra que parece só é tido em conta com promessas em época de eleições, bem merecia outro tratamento.
Uma freguesia que a natureza dotou com tantos encantos, com rios, vales e montes de surpreendente beleza, parou nestes últimos anos no tempo.
Agora que as eleições autárquicas chegam ao rubro ouvem-se as mais díspares opiniões, a maior parte delas colocadas na defesa da freguesia.
Um candidato a autarca, municipal ou não, quando assume a sua candidatura deve defender os seus pontos de vista com rigor mas igualmente com humildade. Deve lutar por aquilo em que acredita e não desiludir aqueles que em si votaram, mesmo que o resultado final não seja a vitória desejada.
Relembro aqueles que, em tempos não muito distantes, derrotados pela maioria se refugiam, cobardemente, numa retirada entregando aos que os acompanharam em campanha uma oposição que, por vaidade, não querem assumir.
Não obstante a situação pandémica que vivemos, esperemos, confiadamente, que seja possível uma afluência às urnas em boa escala, no melhor ambiente democrático, e que cada qual, respeitando a vontade popular, saiba continuar a defender Coimbra e todo o seu concelho que bem merece entrar de vez numa senda de progresso.
Oxalá que sim!