27 de Setembro de 2021 | Coimbra
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ARSC lança projeto de rastreio do cancro do colo do útero em casa

26 de Outubro 2018

A Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) está a realizar um estudo que visa aumentar a participação no rastreio do cancro do colo do útero na região Centro, disponibilizando um método de auto colheita, em casa, de células do colo do útero.

De acordo com a ARSC, este estudo, que teve início neste mês de outubro, em colaboração com a Infogene, “pretende avaliar o nível de aceitação de um método alternativo, baseado na auto colheita em casa, por parte das mulheres que, por alguma razão, não participam regularmente no programa de Rastreio do Cancro do Colo do Útero na região Centro”.

Este projeto de investigação é dirigido a 800 mulheres, escolhidas aleatoriamente do universo das que não realizam o rastreio há quatro ou mais anos, convidando-as, por carta em que lhes é explicado todo o processo, a aderir. A adesão é livre bem como o abandono do estudo em qualquer fase.

“Caso aceitem participar no estudo, as mulheres recebem em casa um estojo para a auto colheita de fluido cervicovaginal. Seguindo as instruções simples incluídas nesse estojo, realizam a colheita e enviam a amostra colhida, em envelope pré-pago, para o remetente”, explica a ARSC em nota dovulgada.

Depois, em laboratório, é realizado o estudo da amostra para eventual deteção de papilomavírus humano (HPV) de alto risco. Os resultados são transmitidos no prazo de um mês. Se a análise demonstrar positividade para um HPV de alto risco, será proposta a avaliação médica, por um ginecologista, numa unidade de saúde do Serviço Nacional de Saúde com idoneidade reconhecida pela ARSC e totalmente livre de encargos.

A ARSC assegura que o método de auto colheita proposto neste projeto de investigação “não tem qualquer risco físico para a mulher, sendo semelhante à colocação de um tampão”. Realça também que, no caso de um resultado negativo para a presença de HPV de alto risco, “a possibilidade de vir a desenvolver um cancro do colo do útero, num período de cinco anos, é muito reduzida”. Caso seja positivo, pode constituir “o primeiro passo para a identificação de potenciais alterações celulares e levar a uma intervenção mais atempada na prevenção do cancro do colo do útero”.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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