O Dia Mundial da Alimentação é celebrado a 16 de outubro desde 1981. Esta data é comemorada por mais de 150 países para alertar e consciencializar para questões globais relacionadas com a alimentação e nutrição. Este dia foi criado com diversos objetivos, entres eles a sensibilização para o problema da fome no mundo que ainda hoje é preocupante. Muitos são os países que ainda vivem em situações de carência alimentar extrema e é importante refletir sobre esta problemática e tomar medidas. Basta pensar, por exemplo, na quantidade de alimentos em bom estado que são despejados para o lixo todos os dias ou nos litros de água que são desperdiçados.
Este ano, o tema do Dia Mundial da Alimentação centra-se precisamente na água: “Água é vida, água é alimento. Não deixar ninguém para trás”.
A água também é a base da alimentação, energia, prosperidade e vida. No entanto, atualmente, ainda há demasiadas pessoas que não têm água e outras que a têm como certa. Mas este recurso não deve ser encarado como algo garantido, pois é finito. É premente começar a olhar para a água como uma riqueza que deve ser preservada, além de (re)pensar a forma como a utiliza no dia a dia, pois ainda é possível fazer a diferença. Por exemplo, optar por produtos frescos, sazonais e locais e reaproveitar os alimentos que cozinha. É fundamental pensar na forma como produzimos os alimentos e os consumimos, pois isso também afeta a disponibilidade e qualidade da água.
É hora de começar a gerir a água com sabedoria. É tempo de cultivar a sustentabilidade.
Sabia que…?
– A água representa mais de 50% do nosso corpo e cobre cerca de 71% da superfície da Terra
– Apenas 3% da água é doce, adequada para beber, para a agricultura e a maioria dos usos industriais
– A agricultura é responsável por 72% das captações globais de água doce, mas, como todos os recursos naturais, esta não é infinita
– Atualmente, 2,4 mil milhões de pessoas vivem em países com dificuldade de acesso a recursos hídricos
– Cerca de 600 milhões de pessoas dependem, pelo menos parcialmente, dos sistemas alimentares aquáticos para viver e estes estão a sofrer sob os efeitos da poluição, da degradação dos ecossistemas, das práticas insustentáveis e das alterações climáticas