Já está a circular, entre as freguesias de Ega, Anobra, Sebal e Belide, o novo ecoponto itinerante destinado à “recolha seletiva de resíduos e valorização de materiais com potencial de reutilização”, como revelou a Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova em comunicado.
O equipamento “é um sistema inovador que, além de melhorar a eficiência da recolha seletiva de resíduos, facilitando o acesso dos munícipes aos equipamentos de recolha, procura promover a valorização e aproveitamento dos materiais com potencial de reutilização para uma maximização da vida útil”, explicou Nuno Moita, presidente da autarquia, citado no comunicado.
“Todos os esforços para promover uma sociedade mais consciente ambientalmente são preciosos”, destacou.
O projeto Eco.JUNTAR+ (no qual se insere o novo ecoponto) é resultado de uma candidatura efetuada ao Fundo Ambiental, tendo como promotor a Junta de Freguesia de Ega, em parceria com a Junta de Freguesia de Anobra e da União de Freguesias de Sebal e Belide, com o apoio técnico e logístico operacional do Município de Condeixa-a-Nova.
“Este novo equipamento móvel resulta de investimento efetuado pelas três Juntas de freguesias parceiras neste projeto, no valor total de 21.525,00 euros (iva Incluído), e é comparticipado a 85% pelo Fundo Ambiental”, completa o Município.
A candidatura do projeto, que foi aprovada, ficou em segundo lugar a nível nacional e apresenta um “conceito idêntico ao do ecoponto móvel ‘eco.Rupi’ mas, neste caso, recorrendo a um equipamento maior, um contentor de 30 m3, com uma itinerância mensal, entre as três freguesias parceiras”, explicou a vereadora Ana Manaia, que tutela o pelouro da sustentabilidade ambiental e economia circular.
O Município de Condeixa-a-Nova afirma que dará apoio para a rotação/transporte do equipamento entre freguesias, bem como apoio operacional para a recolha dos resíduos, sempre que necessário.
“O projeto Eco.JUNTAR+ tem como objetivo principal promover a recolha seletiva de vários tipos de produtos, nomeadamente pequenos eletrodomésticos, pequenos equipamentos informáticos, pilhas e acumuladores, tinteiros e toners, loiças, espelhos e vidro plano, embalagens contaminadas com tintas, vernizes e colas, lâmpadas fluorescentes, lâmpadas tubulares, têxteis, óleos alimentares usados, embalagens de papel e cartão, cabos elétricos, entre outros”.
O projeto prevê ainda a realização de ações de educação e sensibilização complementares, que “contribuirão para o desenvolvimento de bancos de reutilização e disponibilização destes produtos valorizados a famílias carenciadas e instituições de solidariedade”.