6 de Abril de 2020 | Coimbra
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Nascimento de Isabel de Aragão vai ser festejado ao longo do ano

14 de Fevereiro 2020

As comemorações em honra do nascimento da rainha Isabel de Aragão, mais conhecida como rainha Santa Isabel, padroeira de Coimbra, iniciaram-se na terça feira, dia em que nasceu. As festividades irão prolongar-se durante o ano.

O seu aniversário é celebrado com ações de graças, visto que é este o tema que serve de âncora ao culto divino e à adoração da Santa.

Vão ser realizadas as procissões nos dias 9 e 12 de julho e uma gala a antecipar as festas, como já é habitual, de dois em dois anos. Dia 11 do mesmo mês será celebrada uma missa especial, onde irá estar presente o coro que normalmente anima as celebrações dominicais.

No âmbito dos festejos, irão abrir novas inscrições no que diz respeito à devoção domiciliária, que decorre desde o ano passado, e que consiste na adoração de uma relíquia da rainha Santa Isabel, com a oportunidade de ser venerada em casas particulares ou instituições, dando preferência aos membros da confraria.

Segundo Joaquim Costa e Nora, presidente da mesa da Confraria Rainha Santa Isabel, o objetivo do prolongamento das celebrações não significa “que queremos fazer da devoção da rainha Santa, uma corrida de cem metros. É uma maratona que se vai prolongando no tempo, mas claro que tem de haver um limite”.

O presidente realça, ainda, que “havia pessoas em que os períodos que pediam se sobrepunham” e outras que “se inscreviam e não vinham cá buscá-la”, explica.

A relíquia já saiu da cidade e está presente, muitas vezes, em festas dedicadas aos padroeiros das localidades. Já esteve em Conímbriga e Condeixa e, por iniciativa da Confraria, foi durante alguns dias para as festas do Espírito Santo, em Ançã, a propósito da peregrinação, cujo qual a rainha Santa Isabel era devota.

Para a instituição, existem três grandes datas comemorativas: 4 de julho, data do falecimento da rainha Isabel, onde o mosteiro era cedido para que a cidade pudesse fazer a festa da sua padroeira; 29 de outubro, transladação do corpo de Santa Clara-a-Velha para Santa Clara-a-Nova, uma festa do mosteiro onde só compareciam as autoridades eclesiásticas da diocese, que embora tenha caído em desuso foi assinalada o ano passado e está prevista acontecer também este ano e, por fim, 6 de janeiro, dia da “epifania do senhor”, visto que a Confraria presta culto primeiramente a Deus e só depois aos santos.

Além das celebrações litúrgicas, a instituição está a ponderar realizar uma exposição, com o local ainda por definir. Visto que o 4 de julho, além de ser dia da padroeira, é também Dia da Cidade e, por isso, feriado municipal, as comemorações vão ter, como habitualmente, uma colaboração da autarquia.

No entanto, segundo o presidente, existem outras datas que permitem celebrar o aniversário da padroeira em dois anos consecutivos.

Obras e a exposição da mão

Este adianta que a Câmara Municipal vai fazer obras na Calçada Rainha Santa Isabel e, na sequência disso mesmo, talvez “a procissão de regresso não dê a volta, mas a suba diretamente como se fez há quatro anos. Tudo depende dos homens do andor, que darão a sua resposta em reunião definitiva.”

Em relação à exposição da mão, a Confraria tem estado sob uma grande pressão para que tal aconteça este ano. Além de ser necessária a autorização do bispo, existe também o problema das obras, que poderá dificultar os acessos. No entanto, apesar de ainda não estar assegurado, a ideia da Mesa da Confraria é que a exibição se faça no próximo ano.

É possível que durante a procissão estejam a decorrer obras, não na calçada, mas no pavimento, infraestruturas sanitárias e elétricas.

Joaquim Costa e Nora aproveita para sublinhar que “não há dúvida que Santa Isabel deixou um marco muito grande aqui em Coimbra”.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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