A Baixa de Coimbra prepara-se para uma “invasão” de cor, aromas e etnografia. A Festa da Flor e da Planta regressa à zona histórica da cidade já amanhã, dia 16, entre as 10h00 e as 18h30, prometendo transformar as principais artérias num cenário de celebração do património verde e da cultura popular.
“Vai ser um dia verde na Baixa da cidade. Vamos ter tapetes floridos espalhados em mais de 16 artérias”, revelou Margarida Mendes Silva, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra.
O evento conta com a participação de 43 expositores, entre viveiristas, floristas, associações culturais e IPSS – Instituição Particulares de Solidariedade Social, que vão dar vida a locais emblemáticos como a Praça 8 de Maio, a Praça do Comércio e o Largo do Poço, contando também com as suas artérias adjacentes, como a Rua Direita, Rua da Louça, Rua do Corvo, Rua da Gala, Rua das Padeiras, entre outras, preenchidas também com flores através das 15 coletividades envolvidas na conceção dos tapetes.
Costumes e tradições
Margarida Mendes Silva sublinhou a natureza agregadora da iniciativa. “Trata-se de uma ação que reúne as coletividades que desenvolvem uma atividade muito importante no nosso concelho ligada à etnografia e ao folclore”, afirmou, destacando o objetivo do evento: “pretendemos colocar a importância nas plantas enquanto conservação do meio ambiente, dar relevo à agricultura e à produção sustentável”. A vereadora realçou ainda que o evento assinalará o contributo das mulheres na preservação das tradições, no âmbito do Ano Internacional da Mulher na Agricultura.
Para além destes fatores, a vereadora realçou que o momento é também uma ferramenta de partilha “de tradição, de memória e de conhecimento”, possibilitando “perpetuar para as gerações futuras” os “costumes e tradições”.
Maria Isabel Pina, do Rancho Folclórico Rosas do Mondego, em representação das associações que vão marcar presença no certame, destacou o convívio entre todos os envolvidos. “É um momento em que estamos juntos e partilhamos experiências. Trazemos um pouco da nossa cultura e dos nossos costumes, como a recriação das lavadeiras do Rio Mondego e as ‘sopas fervidas’, que era o alimento das lavadeiras”, explicou. Maria Isabel Pina revelou que os tapetes coloridos começam a ser preparados alguns dias antes e pode demorar até uma semana antes do grande dia, desde a recolha das flores até à apresentação final.
Além do espetáculo visual dos tapetes em locais como as Escadas de São Bartolomeu ou a Rua da Moeda, os visitantes poderão degustar iguarias tradicionais nas tasquinhas das associações, incluindo arroz doce, arrufadas de Coimbra e pataniscas. Segundo a organização, a liberdade criativa será a nota dominante dos tapetes floridos, garantindo um efeito surpresa para quem percorrer as ruas da Baixa.
A parte musical também estará em evidência. Pelas 10h00 há a atuação da Banda Filarmónica Adriano Soares, entre as 11h00 e as 12h00 decorre o desfile etnográfico com a reposição de pregões antigos de venda de rua, a partir das 15h00 é a vez do Grupo “Capoeira nos Guia” e pelas 16h30 atua o Grupo de bombos Rebimbo ao Malho do Ateneu de Coimbra.