O Serviço de Nefrologia da Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra assinalou, ontem, dia 12 de março, o 50.º aniversário (data oficial é em fevereiro, mas foi comemorado agora) coincidindo com a celebração do Dia Mundial do Rim. De forma a assinalar a data, a Professora Helena Sá, diretora do Serviço, alertou para o impacto crescente da doença renal crónica, sublinhando que as previsões apontam para que, em 2050, esta patologia possa tornar-se a quinta principal causa de morte a nível mundial.
Helena Sá lembrou que se trata de uma “doença silenciosa”, que evolui frequentemente sem sintomas evidentes, reforçando a importância de vigilância regular através de acompanhamento médico regular, com análises ao sangue e à urina.
A responsável salientou que, além do controlo do colesterol e da glicémia, é fundamental monitorizar a creatinina, indicador essencial da função renal. O aumento de fatores de risco como a diabetes, a obesidade, a hipertensão e as doenças cardíacas, aliado a fenómenos como as alterações climáticas e períodos de calor intenso, contribui para o agravamento da doença nas próximas décadas.
De acordo com os dados de 2025, o Serviço de Nefrologia é responsável pela assistência de 850 doentes saídos de internamento, pela realização de 27.600 consultas médicas e 3.400 consultas enfermagem, além de 6.900 sessões de hemodiálise a doentes crónicos e 7.200 a doentes internados e agudos, e a realização de 728 sessões de hemodiafiltração venovenosas contínuas. Foram ainda realizadas cerca de um milhar de consultas por especialista, efetuadas 200 biópsias renais e 130 transplantes do rim (área onde Coimbra é referência europeia).
O Serviço de Nefrologia apontou novos objetivos que passam pela implementação da hemodiálise domiciliária por ser “uma mais-valia para o doente”. Para além disso pretende também reforçar o apoio psicológico e nutricional aos doentes, numa estratégia de melhoria contínua dos cuidados prestados.