24 de Setembro de 2021 | Coimbra
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UF Trouxemil e Torre de Vilela: Qualidade de vida sempre em primeiro lugar

9 de Abril 2020

Assegurar a qualidade de vida da população e garantir o desenvolvimento local é a grande prioridade da União de Freguesias de Trouxemil e Torre de Vilela. Depois de alguns anos de grande estagnação, o presidente, Horácio Costa, sublinha que é importante executar obra, começando precisamente por aquelas que garantem a segurança e comodidade dos moradores, como passeios, arruamentos e equipamentos que proporcionem o bem estar e também o lazer.

Depois de alguns anos de algum marasmo, a União de Freguesias (UF) de Trouxemil e Torre de Vilela quer agora recuperar o tempo perdido e avançar com a realização das obras que são determinantes para o ansiado desenvolvimento. Horácio Costa, presidente desta UF, lembra que “as pessoas e os seus interesses têm que ser colocados sempre em primeiro lugar” e lamenta que tenham sido os habitantes e a freguesia os penalizadas por esta estagnação.

Há, portanto, muito a fazer em prol do desenvolvimento de Trouxemil e Torre de Vilela. O autarca lembra que a qualidade de vida começa ao pé da porta e, nestes cerca de dois anos de mandato, o seu executivo tem procurado trabalhar nesse sentido. “Há muitas obras que consideramos prioritárias para a UF. Os nossos principais objetivos passam, efetivamente, por melhorar as condições de bem estar da população, por promover a mobilidade em segurança e por investir em infraestruturas, iluminação pública e na rede de transporte”, explica.

Mas há outras intervenções que considera igualmente urgentes, como a requalificação de ruas e valetas para o escoamento das águas pluviais. “Tudo isto são melhorias significativas que contribuirão para a qualidade de vida dos residentes, para que sintam que é bom e agradável viver na freguesia”, realça.

Horário Costa congratula-se com a renovação que está a ser feita na rede dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC), com o reforço de linhas e a criação de outras. O presidente já reuniu com os responsáveis da Câmara de Coimbra e dos SMTUC e adianta que muito em breve, previsivelmente em maio/junho, mais autocarros irão circular em Trouxemil e Torre de Vilela. A manter-se a renovação prevista, os autocarros dos SMTUC irão passar por Trouxemil, Souselas, Torre de Vilela e Ribeiro de Vilela, o que permitirá, como frisa o autarca, “que as pessoas tenham muito mais facilidade em deslocarem-se para Coimbra”.

Este reforço vem melhorar a rede existente, havendo já algumas zonas da UF que são cobertas pelos SMTUC. De acordo com Horácio Costa, a zona de Vilela é que a regista “um maior défice” nesta área, não havendo, por exemplo, qualquer carreira ao domingo. Já durante a semana, nos horários da manhã, os autocarros vão lotados, uma vez que o serviço não foi reforçado de forma a corresponder ao maior fluxo de utilizadores, depois do encerramento do Instituto Educativo de Souselas, o que faz com que muito mais crianças e jovens se desloquem para os estabelecimentos de ensino de outras zonas da cidade.

É precisamente essa nova realidade que, segundo o presidente, está agora a ser acautelada entre os vários serviços. “Penso que os SMTUC estão a trabalhar bem, estão a ouvir os presidentes de junta, estão a propor as linhas e os horários dentro daquelas que são as nossas prioridades e daquilo que melhor se adapta às necessidades da nossa população”, esclarece.

Pequenas obras, grandes melhoramentos

Para Horácio Costa, o crescimento e melhoramento da freguesia passa pela realização de pequenas obras. Assume que nem sempre “obras megalómanas” são as prioritárias, até porque a “qualidade de vida das pessoas começa ao pé da porta”. Assim sendo, antes de pensar, por exemplo, “em grandes centros desportivos ou outras obras de grande envergadura, importa acautelar a segurança das ruas, com passeios para os peões e com tapetes que garantam a fácil circulação dos automobilistas”.

Nessa área estão previstas várias intervenções. Há, no seu entender, “ruas totalmente inoperacionais”, onde é urgente intervir, como sucede, por exemplo, na Rua da Fonte na Adémia. Trata-se de uma rua que “precisa de obras há mais de 20 anos, que não está sequer apta para se movimentar ali uma pessoa idosa, e que representa um investimento grande, cerca de 60 por cento do nosso orçamento para obras em 2020”, esclarece. Horácio Costa espera que a obra “possa avançar ainda este ano” e sublinha que estão previstos ainda outros investimentos para a Adémia, “uma das localidades que foi muito esquecida nos últimos anos, sem percebermos porquê”.

O atual executivo já realizou ali algumas intervenções, como a requalificação do Beco das Nogueiras, Beco da Quinta Branca, Travessa 4 de Maio e Azinhaga Nossa Sra. da Luz, requalificação do Largo do Fontanário na Rua Principal, mas tem outras intervenções previstas, como as requalificações no Beco da Rita, no Beco dos Craveiros e na Travessa de Nossa Senhora da Luz, que espera possam avançar ainda neste primeiro semestre do ano. No caso do Beco da Rita e da Travessa de Nossa Senhora da Luz, será uma obra executada em parceria com a Águas de Coimbra, já que primeiro terão que ser realizados os trabalhos que se prendem com o escoamento de águas pluviais e saneamento e só depois poderá ser feita a pavimentação.

O Beco do Olheiro também precisa de intervenção urgente mas esta é uma obra que terá que ser realizada também em articulação com a Câmara e com as Águas de Coimbra. Trata-se, segundo o autarca, de uma zona que “nem tem escoamento de águas pluviais nem saneamento” e que “virá melhorar as condições dos empresários da zona, já que 90 por cento daqueles armazéns estão ocupados”.

Na Adémia há ainda outra rua a necessitar de intervenção, a da Torna, havendo a expetativa da UF de que possa “estar resolvida até ao final do verão, pelo menos na zona habitacional”.

“Não significa que nas outras localidades não existam também estas necessidades. De facto, existem. Aliás, não nos podemos esquecer que no mandato anterior, não houve qualquer obra de infraestruturas a ser realizada nesta freguesia e refiro-me também a pequenas reparações como sumidouros ou valetas”, esclarece.

Perante esta realidade, Horácio Costa diz que nestes dois primeiros anos de mandato tem “ sido uma corrida contra o tempo para conseguir recuperar obras de mandatos anteriores que estavam contratualizadas com a Câmara e que, naturalmente, deveriam ter sido feitas nesses anos”.

Em articulação e diálogo a Câmara foi possível recuperar essas verbas referentes aos contratos que haviam sido assinados entre 2014 e 2017. “Reformulámos o nosso plano porque nestes anos houve obras que se tornaram mais urgentes que outras e houve algumas que precisaram de ser reforçadas, como sucedeu com o parque infantil de Torre de Vilela”, explica.

Ainda em Vilela, Horácio Costa lembra que há um grande problema por resolver na Rua das Eiras e Rua do Troviscal, onde são recorrentes os problemas com as águas pluviais. Trata-se, contudo, de “uma obra que representa um investimento na ordem dos 200 mil euros e que, logicamente, uma junta com um orçamento de 50.900 euros por ano para obras não tem qualquer hipótese de realizar”. O executivo está, por isso, a trabalhar com a Câmara e com as Águas de Coimbra para, em conjunto, averiguarem todas as possibilidades de a realizarem “até 2021”, já que se trata “de uma necessidade para os moradores que habitam nessa localidade”.

Parque Infantil e Sénior de Torre de Vilela

O Parque Infantil e Sénior de Torre de Vilela é uma das obras emblemáticas deste mandato. Há muito ansiada pela comunidade, está finalmente pronta a ser utilizada, assim que este cenário de crise provocada pela Covid-19 o permita.

Dedicado ao lazer e à prática do exercício físico, o novo parque representa um investimento de 45.765,15 euros (mais IVA), sendo uma das obras contempladas nos Contratos Interadministrativos de Delegação de Competências assinados entre a Câmara de Coimbra e as juntas e uniões de freguesia. “Este parque surge com o objetivo de proporcionar às nossas crianças e adultos mais e melhores infraestruturas para o desporto e lazer”, explica Horácio Costa. O autarca recorda que este projeto estava planeado há já bastante tempo e que foi agora “finalmente desbloqueado”, tendo sido necessário “reunir esforços e meios financeiros para criar as condições para que a realização desta infraestrutura”.

Horácio Costa defende que toda a população merece a mesma atenção. Lembra que o parque de Trouxemil foi reaberto no início do seu mandato e espera que toda a freguesia desfrute agora também do de Torre de Vilela. “Estamos a falar de um projeto de uma Junta de Freguesia que tem 50 mil euros em obras anualmente e que está a investir esse valor apenas numa localidade e numa obra. Isso demonstra a importância que lhe damos e estamos convictos de que era uma falta e uma necessidade que ali existia”, sublinha, considerando que este parque “tem todas as condições para ser um parque referencial não apenas de Torre de Vilela mas de toda a União de Freguesias”.

O novo parque está dotado de vários equipamentos desportivos direcionados à população sénior e também de diversão infantil, como escorregas e baloiços, tendo contemplado as novas tecnologias e materiais a nível de chão, que garantem o amortecimento em caso de queda, salvaguardando assim a segurança dos mais pequenos. Situa-se em frente à Junta de Freguesia de Torre de Vilela, uma área que o autarca tem vindo a dinamizar e que quer transformar numa “zona central da freguesia”, encontrando-se já nesta área a sede da Junta mas também a Escola de Música e a Loja Social.

Pavilhão Multiusos continua a ser uma ambição

Horácio Costa pretende que seja ainda construído nessa zona um Pavilhão Multiusos, que possa servir para a prática desportiva mas também para muitas outras realizações, como a Festa da Freguesia, feiras de artesanato, feiras de produtos regionais e outras iniciativas que possam surgir.

Recorda que esteve projetada para aquela área a construção do Centro Desportivo Coimbra Norte, um projeto que considera “megalómano” para as “necessidades reais” daquela UF. “Achamos melhor redimensionar aquele projeto à nossa dimensão e às nossas necessidades. O dinheiro pertence a todos e há que saber investi-lo. A nossa ideia é que aquele seja um espaço multiusos, que permita a prática desportiva mas que seja também um local de encontro e usufruto da comunidade, onde se vão poder realizar iniciativas várias, colmatando assim uma lacuna que sentimos, uma vez que não temos um espaço nosso com estas características”, explica.

Lembra que aquela é “uma área muito bem localizada, com muito boas condições, onde é preciso agora investir e ir trabalhando nesse novo espaço que ali está a nascer”.

O presidente quer dar continuidade a essa obra, mas apostando “num projeto que corresponda às necessidades e à real dimensão da UF”, de forma a que a Junta possa ter capacidade para acautelar “todos os encargos que advirão da sua manutenção e gestão”. Espera que a obra ganhe vida e que aquela zona continue a ser melhorada, de forma a beneficiar toda a comunidade.

População tem que estar sempre em primeiro lugar

Tudo o que é feito numa freguesia tem que ter em conta sempre as prioridades da população. Esta é a filosofia que defende Horácio Costa, lamentando que os moradores tenham sido as principais “vítimas” de “alguns desentendimentos que houve nos últimos anos entre o anterior executivo e a Câmara”.

Ciente de que “nas guerras há sempre dois culpados”, defende que “quando se assume um cargo público tem sempre que se defender, em primeiro lugar, a população que se representa, o que significa, muitas vezes, por de parte o ego e o orgulho”.

A falta de limpeza é um dos exemplos que dá, em relação ao que facilmente poderia ter sido feito e não foi. Diz que a própria Junta tem “os seus meios e recursos para realizar algumas obras, para além das que são contratualizadas pela Câmara”. Assim, nesta matéria, o executivo contratou uma empresa, seguindo todas as regras da contração pública, para realizar a limpeza na freguesia, que irá ajudar os dois funcionários da Junta que têm vindo já a fazer esses trabalhos.

“Estamos a falar de uma freguesia de razoável dimensão e que tem ainda muita valeta em terra, sendo impossível manter sempre limpo. A verdade é que limpamos hoje e passado pouco dias já precisa novamente de ser limpa”, lamenta.

Para que tal não aconteça, a Junta está a “apostar na requalificação de infraestruturas, como passeios e valetas, porque vai ajudar a que a limpeza seja depois mais fácil, eficiente e com uma durabilidade muito maior”.

Esta empresa iniciou este mês os trabalhos e vai atuar dentro do que está contratualizado no que toca às limpezas, sendo certo que o autarca considera que “é um ponto de honra manter a freguesia limpa”, de forma a garantir qualidade de vida aos seus perto de 4.000 residentes.

UF está a rejuvenescer

A União de Freguesias de Trouxemil e Torre de Vilela conta com uma vasta área, incluindo as localidades de Fornos, Cioga do Monte, Alcarraques, Torre de Vilela (que engloba Ribeiro de Vilela e Ponte de Vilela) e Adémia. Conta, de acordo com os censos de 2011, com perto de 4.000 residentes.

Ao contrário do que sucede noutras freguesias do concelho, orgulha-se de não ter perdido população nos últimos anos. “Pelo contrário, diariamente há pessoas que me perguntam se há casas para arrendar ou vender”, frisa o presidente explicando que o crescimento só não é maior “por falta de habitação”.

A UF tem assistido, nos últimos anos, a um rejuvenescimento, quer a nível de habitação, com várias construções novas, mas também a nível empresarial, com novas empresas a instalarem-se neste território.

Apesar da população “estar bastante envelhecida”, há jovens casais a investirem na sua terra e a construírem aí as suas residências. Há também outros, como realça o presidente, que aí procuram casas para comprar e para alugar, procurando os benefícios que a freguesia oferece, já que “está às ‘portas’ de Coimbra, tem bons acessos para os vários pontos do país, é tranquila e tem qualidade de vida”.

Horácio Costa destaca também o rejuvenescimento que se tem verificado a nível empresarial, com investimentos privados a serem realizados na UF. Dá, como exemplo, a requalificação e contínua ocupação das instalações da antiga CERES, onde se encontram já várias empresas, ligadas a vários setores de atividade. Trata-se, como sublinha, de “um foco de investimento muito desejado e que em muito vem beneficiar a freguesia”.

Apesar do contexto atual, com a Covid-19 a deixar o país e o mundo em “suspenso”, espera que este crescimento se mantenha e apela à Câmara Municipal para que simplifique os processos, de forma a facilitar a instalação de mais empresas no concelho.

“Têm sido feitos vários investimentos na freguesia, há várias empresas a procurar espaços para se instalarem e é muito bom para todos vermos este rejuvenescimento a nível empresarial, sobretudo numa zona que estava abandonada, como sucedia com as instalações da antiga CERES”, realça.

O presidente admite que gostaria de ver nascer também uma zona industrial junto à Bomcar, onde era a antiga Bascol.

“Estamos a assistir a um rejuvenescimento da freguesia a nível empresarial e também da construção. Sabemos que estas contingências da Covid-19 terão o seu impacto mas espero que não abalem determinantemente a confiança dos consumidores. Esta dinâmica faz com que esta zona seja mais atrativa em todos os setores, o que ajuda a fixar moradores e a contribuir para o seu desenvolvimento”, sublinha.

União resultou bem e é para manter

Quando se abre a possibilidade de “desfazer” algumas das uniões de freguesia que resultaram da reorganização administrativa do território, ocorrida em 2013, Horácio Costa considera que neste caso “a união resultou bem e é para continuar”.

“Há certamente algumas que não resultaram tão bem. Esta está a funcionar bem, penso que as pessoas se adaptaram a esta nova realidade. Entendo que devemos mantê-la até porque voltar atrás representaria não só um desperdício económico e financeiro mas viria também ‘baralhar’ as pessoas. Vejo até hoje mais vantagens em existir esta união de freguesias que desvantagens”, realça.

Para promover o encontro e confraternização de toda a população, de forma a que haja maior envolvimento e convívio entre todos, a UF promoveu, no ano passado, a primeira Festa da Freguesia, um evento que teve grande sucesso e que pretende realizar novamente este ano. Está agendado para 20 e 21 de junho mas, no atual contexto, o evento poderá ser reagendado.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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