A Universidade de Coimbra (UC) vai coordenar a Rede Lusófona de Microbiologia, constituída na passada semana, que reúne instituições de ensino superior de países e regiões de língua oficial portuguesa em prol da investigação nesta disciplina científica.
A rede será coordenada pela UC nos primeiros cincos anos de funcionamento, afirmou aquela instituição de ensino superior.
Constituída por iniciativa da UCCCB – Coleção de Culturas de Bactérias da Universidade de Coimbra, com o apoio da divisão de Relações Internacionais da UC e da UC Business – divisão de Transferência de Tecnologia da UC, a Rede Lusófona de Microbiologia visa o desenvolvimento de investigação e o apoio à formação e serviço técnico nos domínios do estudo, preservação e bioprospeção de recursos microbiológicos.
A ideia é, nomeadamente, promover o desenvolvimento de coleções de cultura de microrganismos e a formação através da colaboração com laboratórios e centros de investigação com forte ligação ao estudo da biodiversidade microbiana.
“A microbiologia é o futuro e vai contribuir para resolver muitos dos problemas do desenvolvimento sustentável. O nosso objetivo é partilhar boas práticas, conhecimento e formação. E com isso conseguirmos construir coleções de cultura em rede, que preservem a diversidade e nos sirvam de suporte ao desenvolvimento da microbiologia em cada um dos países”, afirmou a coordenadora da Rede e docente do departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), Paula Morais.
Além da UC, as instituições que fazem parte do acordo de cooperação são a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, a Universidade de Cabo Verde, a Universidade Eduardo Mondlane, a Universidade Rovuma, a Universidade Politécnica, em Moçambique, e a Universidade Agostinho Neto, em Angola. A Universidade de São Paulo, a Universidade do Estado de Santa Catarina e a Embrapa Agrobiologia – Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia, no Brasil, também fazem parte desta Rede.