25 de Julho de 2026 | Coimbra
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António Inácio Nogueira

Sento-me à Beira da Minha Mágoa

24 de Julho 2026

No silêncio, a noite,

Escreve palavras, frases,

Para o poema que intento, construir.

Quero por um momento,

Esquecer-me das memórias,

E, de mim, sobretudo,

P´ra poder elaborar.

É que o pensamento é uma ilha,

Rodeada de olhos por todos os lados,

Que nos distrai a escrita.

Pergunto-me enquanto componho:

Que Sol cabe na quadra de um poema?

A que água se reduz,

Um poema de bastas palavras?

A cama do meu quarto, onde às vezes,

Escrevo, é intima demais,

E tem a idade já do meu silêncio.

Silêncio pouco mais e parcas ideias.

Espero inspiração,

Com o perfume de alfazema.

 

[Homenagem ao meu grande amigo e poeta António Cabral]


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