24 de Julho de 2026 | Coimbra
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Praça João Paulo II e frente ribeirinha entre o Rebolim e a Portela com obras

24 de Julho 2026

A Câmara Municipal de Coimbra aprovou, na reunião de Executivo de segunda-feira (20), dois anteprojetos de requalificação que visam melhorar espaços públicos em Coimbra. A autarquia vai avançar com obras de melhoramento na Praça João Paulo II e da sua envolvente, numa empreitada orçada em três milhões de euros, e também aprovou a intervenção “Margens com Futuro”, uma operação orçada para valorizar cerca de 24 hectares da margem direita do rio Mondego e dois quilómetros de frente ribeirinha, entre a praia do Rebolim e a Ponte da Portela.

A intervenção na zona da Praça João Paulo II, vulgarmente conhecida como Rotunda do Papa, visa prevê uma profunda transformação do espaço central da praça, que passará a ser maioritariamente pedonal, equipado com novos bancos, zonas de sombra e um reforço significativo da arborização e das superfícies permeáveis.

Além da criação de travessias pedonais mais diretas, a intervenção contempla uma faixa pedonal contínua junto ao Aqueduto de São Sebastião e a reorganização viária da Rua de Tomar, onde será instalada uma ciclovia partilhada com peões ao longo do muro da Penitenciária.

Com este investimento, o município pretende corrigir os problemas identificados pelos serviços técnicos, nomeadamente a escassez de vegetação e as fracas condições de utilização pedonal. A reformulação deste nó urbano emblemático irá assim criar uma ligação mais fluida e aprazível entre a zona escolar, o Jardim Botânico e o património histórico envolvente.

Quanto ao projeto da frente ribeirinha, entre a praia do Rebolim e a Ponte da Portela, este visa travar a erosão da margem, recuperar a galeria ripícola e eliminar espécies exóticas invasoras, reforçando a biodiversidade e a resiliência da zona perante cheias e secas.

A intervenção, a executar de forma faseada ao longo de quatro anos e com candidatura prevista ao programa CENTRO 2030, contempla a criação de percursos pedonais e cicláveis, zonas de lazer, pesca e educação ambiental, promovendo a mobilidade suave e a ligação à malha urbana através da Avenida Luís Albuquerque. O processo incluirá também dinâmicas de participação cívica na plantação e manutenção do espaço, garantindo uma monitorização plurianual deste ecossistema ribeirinho.

O objetivo é criar uma frente ribeirinha multifuncional, compatibilizando utilizações recreativas, desportivas, educativas, culturais e ecológicas, com espaços destinados ao lazer, à contemplação, à pesca e à educação ambiental.

Além da vertente ambiental e recreativa, o plano prevê a remoção estratégica de ínsuas e depósitos de areia acumulados na margem esquerda, identificados como os principais responsáveis pelo desvio das correntes e consequente desgaste da margem direita durante as cheias.

Com a aprovação deste anteprojeto, a autarquia dá o sinal de partida para a elaboração dos estudos de execução e abertura dos concursos públicos, garantindo a consolidação de um corredor ecológico e contínuo que reaproxime a população do rio.

 


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