O átrio do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra conta agora com um Espaço Cidadão, permitindo que utentes, familiares e profissionais de saúde resolvam diversos assuntos burocráticos sem precisarem de se deslocar.
A nova valência vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 15h30, com pausa para almoço entre as 12h30 e as 13h30, disponibilizando serviços como a renovação do cartão de cidadão ou da carta de condução, tratamentos de documentos da ADSE, inscrições no IEFP e agendamentos para a Segurança Social.
A instalação deste balcão em ambiente hospitalar visa, acima de tudo, garantir a dignidade e o conforto de quem se encontra numa situação de particular vulnerabilidade. Para a presidente do Conselho de Administração do IPO de Coimbra, Margarida Ornelas, esta iniciativa foca-se inteiramente no bem-estar das pessoas. “Foi a pensar na proximidade que firmamos um protocolo de instalação e funcionamento do Espaço Cidadão em ambiente hospitalar, o que representa uma enorme mais-valia ao nível da humanização, centrando-se no conforto e na dignidade da pessoa”, sulinhou.
O serviço é também uma ferramenta de otimização de tempo para os próprios funcionários da instituição. De igual forma, a presidente da autarquia de Coimbra, Ana Abrunhosa, destacou, durante a inauguração do espaço, o impacto regional do projeto, que integrará serviços da administração local. “São estes investimentos de grande valor que queremos continuar a ter em Coimbra e que são também para a região e para o país.”
Serviços digitais é para estar a 100% até 2030
O ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, também presenta na inauguração que decorreu na segunda-feira (13), explicou que a transição para plataformas digitais é o motor que viabiliza esta descentralização. Atualmente, existem 95 destes espaços pelo país, mas o objetivo do Governo é disponibilizar 1.200 postos até ao final do ano e atingir 100% de serviços digitais até 2030.
“É só porque temos serviços digitais que conseguimos abrir no IPO de Coimbra um Espaço do Cidadão, que vai permitir às pessoas, muitas delas com doenças, com vulnerabilidades, tratarem das suas questões com o Estado sem terem que se deslocar”, salientou o ministro.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, reforçou que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) deve caminhar lado a lado com a transformação digital para encurtar distâncias e combater assimetrias. “A transformação só faz sentido quando aproxima os serviços das pessoas, reduz desigualdades e garante que ninguém fica para trás. Tudo o que o Estado possa fazer para simplificar a vida das pessoas deixa de ser um detalhe administrativo e passa a ser uma resposta concreta às suas necessidades”, refere.