17 de Julho de 2026 | Coimbra
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“Dar a Ouvir” celebra 10 anos em Coimbra com foco na escuta

17 de Julho 2026

A iniciativa “Dar a Ouvir” regressa a Coimbra entre 18 de julho e 6 de setembro para assinalar a sua 10.ª edição.

Coorganizado pela Câmara Municipal de Coimbra, através do Convento São Francisco, e pelo Serviço Educativo do Jazz ao Centro Clube, o ciclo volta a desafiar o público a explorar o lugar da escuta enquanto experiência artística, sensorial e crítica. Ao longo de quase dois meses, o evento reúne criadores nacionais que trabalham nas fronteiras entre som, performance, corpo e investigação científica.

Dando continuidade ao percurso conceptual de anos anteriores, a edição deste ano adota o tema “A Montanha e o Micélio”. O objetivo é apresentar obras que questionem “as relações entre corpos, matéria, tempo e espaço”, abrindo caminho a formas alternativas de compreender o mundo através do som e desafiando perspetivas puramente antropocêntricas.

Um dos grandes destaques do programa é a dupla Xavier Paes e Inês Tartaruga Água, a quem foi dada carta branca para o desenvolvimento de uma nova criação. O resultado do trabalho em residência artística estará disponível no Convento São Francisco entre 21 de agosto e 6 de setembro. Durante este período, o público poderá também acompanhar várias performances da dupla, a começar por “Berrante”, já amanhã (18), na Antiga Igreja do Convento, seguindo-se a instalação “Puro Spirito”, que será ativada por uma performance a 30 de julho na Sala Sofia. Já em setembro, os artistas apresentam “Opus II” na Antiga Igreja e “Variações para Piões” na Black Box. Paralelamente, a dupla vai conduzir três oficinas abertas à comunidade nos dias 24, 25 e 26 de julho.

Na Sentina do Convento São Francisco, estará patente uma instalação interativa do coletivo Unloop, intitulada “RHÎZA”, numa obra que cruza pensamento artístico com investigação científica da Universidade de Coimbra nas áreas da micologia e da neurociência.

 

Espetáculos multidisciplinares

O coletivo portuense Teatro do Frio traz ao festival a estreia absoluta de “Da Prece ao Techno”, uma criação multidisciplinar que investiga a ressonância e a relação entre corpos e espaços, com apresentação marcada para a Black Box a 31 de julho. Outro nome central é o de Fernando Mota, que apresenta a instalação de vídeo “Até ao Fim do Mundo” durante todo o festival. No dia 26 de julho, o artista sobe ao palco do Grande Auditório para apresentar o espetáculo homónimo, uma criação que cruza geologia, música, literatura e vídeo, partindo de uma colaboração direta com geólogos de vários geoparques portugueses para refletir sobre o tempo profundo da Terra.


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