23 de Junho de 2021 | Coimbra
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Seminário Maior de Coimbra classificado como monumento nacional

11 de Junho 2021

O Seminário de Coimbra e o esqueleto da Criança do Lapedo, descoberto em Leiria em 1998, são alguns dos bens, sítios e edifícios da região Centro classificados por decretos publicados na terça feira no Diário da República (DR).

O conjunto de Coimbra constituído pelos três edifícios do Seminário Maior, além dos jardins e muros envolventes, passa a ter o estatuto de “monumento nacional”. Situado na Alta de Coimbra, junto ao Jardim Botânico, este monumento é uma das mais impressionantes presenças da arte italiana em Portugal, com mais de 250 anos de história – desde as marcas do Terramoto de 1755, aos vestígios das Primeiras Invasões Francesas, passando pelas relíquias dos 12 Apóstolos e por uma das cúpulas mais bonitas da Europa. Também a não perder é a Biblioteca Velha com livros que remontam a 1507.

O Conselho de Ministros reclassifica igualmente a Villa Romana do Rabaçal, no concelho de Penela, como “monumento nacional”.

A Igreja de São Miguel, em Castelo Branco, obtém a mesma classificação, que abrange o património móvel nela integrado, tendo sido redenominada como Sé de Castelo Branco – Igreja de São Miguel.

Em Leiria, é ampliada a área classificada da Igreja de Santa Maria de Coz, agora designada “monumento nacional”.

Outro dos decretos classifica como “tesouro nacional” o esqueleto da Criança do Lapedo e os “artefactos arqueológicos associados”, em depósito no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa.

Através do mesmo diploma, o Governo designa igualmente como “tesouro nacional” uma laje votiva em língua lusitana proveniente do Monte do Coelho, em Arronches, distrito de Portalegre, uma placa em mármore com representação escultórica da Virgem com o Menino, atribuída a Gregorio di Lorenzo, incorporada na coleção da empresa Parques de Sintra – Monte da Lua, e uma píxide (vaso em que são guardadas as hóstias consagradas) do século XVI, pertencente a uma coleção particular.

Um conjunto de 29 estelas decoradas, provenientes do Cabeço da Mina, em Vila Flor, distrito de Bragança, passa a ser também considerado “tesouro nacional”, segundo aquele decreto.


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