A Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIMRC) defendeu a requalificação integral do IP3 em perfil de autoestrada, bem como a construção da variante de Penacova e de uma ligação entre a A13 e o IP3, no âmbito do processo de modernização do itinerário que liga Coimbra a Viseu. A posição foi assumida numa deliberação tomada em conselho intermunicipal, realizado na semana passada, e já comunicada ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, no prazo definido para auscultação das comunidades intermunicipais envolvidas.
Além da requalificação total do IP3, a CIMRC considera prioritária a concretização da ligação da A13, cujo traçado termina atualmente no nó de Ceira, ao IP3, junto à zona de Souselas. Esta solução é vista como essencial para melhorar a articulação da rede viária regional e nacional, reforçando a mobilidade e a segurança rodoviária no território, segundo refere a comunidade intermunicipal em nota de imprensa.
Outro dos pontos centrais da proposta apresentada passa pela construção da chamada variante de Penacova, igualmente em perfil de autoestrada, integrando uma via estruturante que assegure a ligação aos concelhos situados a sul do IP3, com possibilidade de prolongamento até Góis. De acordo com a CIMRC, esta opção permitiria não só melhorar a fluidez do tráfego, como também acelerar a execução da requalificação do troço principal do IP3, garantindo maior segurança e eficiência na circulação.
Para além do IP3, os autarcas da Região de Coimbra sublinham a necessidade de investir noutras vias estruturantes consideradas fundamentais para o desenvolvimento económico e a coesão territorial. Também a Comunidade Intermunicipal de Viseu Dão Lafões defende que a requalificação do IP3 esteja concluída até 2030 e que seja realizada sem a introdução de portagens.