O espírito empreendedor é imprescindível na promoção do desenvolvimento económico e social de um país, associado, indefetivelmente, ao seu desenvolvimento científico e tecnológico. O empreendedor é um verdadeiro agente de mudança em diversos setores da sociedade. O termo «empreendedor» nasceu em França, por volta do século XVII, para designar as pessoas mais ousadas que estimulavam o progresso económico mediante novas e melhores formas de gerar negócios lucrativos, através de ações inovadoras e criativas. Mas o conceito de «empreendedorismo» só mais tarde seria popularizado, em 1950, pelo economista checo, Joseph Schumpeter.
O empreendedor é, em parte, um visionário do futuro, descobrindo possibilidades em relação ao que parece impossível a outros, e, em parte, um conhecedor das condições reais de investimento no presente, mobilizando o capital económico necessário para concretizar o seu empreendimento, o seu “sonho”. Ele deve ser um sujeito autoconfiante e com elevada autoestima e desenvolver atitudes positivas no planeamento da sua vida. Deve ter intuição e, simultaneamente, capacidade de análise racional. Segundo Meredith, professor da universidade brasileira de Santa Catarina, o empreendedor é aquele que tem a capacidade de ver antecipadamente e de avaliar oportunidades de negócios, mover recursos necessários para pô-los em prática e iniciar a ação apropriada para assegurar o sucesso e fomentar o progresso. Sendo altamente motivado, o empreendedor é mesmo capaz de correr riscos para atingir os seus objetivos. Assim, o que falta, muitas vezes, é motivação que incentive a tomada de decisão para um indivíduo se tornar empreendedor. A maioria das pessoas, se for estimulada, pode desenvolver interesses e capacidades que lhes permita empreender.
É útil e necessário que a Escola promova, então, atitudes e comportamentos favoráveis ao desenvolvimento de uma cultura empreendedora com a formação relativamente à autonomia, espírito de iniciativa, autoconfiança, vivência com novas situações, criatividade, motivação e leve os jovens a descobrir uma vocação assim como a construir um projeto de vida ideal, centrado em determinados valores fundamentais. Ajude os jovens a identificar oportunidades e a selecionar recursos úteis para transformar as oportunidades em negócios de sucesso, fornecendo os instrumentos técnicos e teóricos necessários para transformar ideias em projetos que, com sucesso, deem origem a empresas: a capacidade de gerar novas ideias é fundamental para o espírito empreendedor. A frequência da escolaridade, como formação base, uma formação complementar e a experiência em diferentes empresas e setores, são fundamentais para promover a capacidade de empreendedorismo. A Escola pode ajudar nesse caminho ministrando conhecimentos, fornecendo experiência e facilitando a especialização em diversas áreas, aspetos necessários para se ter sucesso no mercado de trabalho e ser competitivo. A iniciativa, a coragem de enfrentar o desconhecido, as capacidades de decisão, organização e direção, a perseverança e determinação são fundamentais para que os jovens se tornem empreendedores. Devem existir, a par de uma Escola de cariz humanista e científico, áreas de ensino técnico-profissional com disciplinas específicas dirigidas para a formação dos alunos no âmbito do empreendedorismo. Esse será o futuro da Escola e da nossa sociedade.
O que se aprende na escola e as experiências que se realizam no seu seio, inclusivamente a nível de relações humanas, fixam-se, de modo indelével, no espírito dos jovens e é com esse “capital” adquirido que a sua vida futura se encaminhará no sentido do sucesso… ou não.