O Museu Nacional Machado de Castro (MNMC), na Alta de Coimbra, investiu cerca de 70 mil euros no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) numa intervenção especializada para a remoção de pichagens das suas fachadas. No entanto, apenas três dias após o fim dos trabalhos, o edifício voltou a ser vandalizado.
Perante o problema recorrente, a diretora da instituição, Sandra Costa Saldanha, pediu uma estratégia colaborativa e urgente que inclua o reforço da iluminação, videovigilância, fiscalização policial e a aplicação efetiva de multas, alertando para os danos acrescidos e o desgaste que as limpezas sucessivas provocam nos materiais do património.
Em resposta, a Câmara Municipal de Coimbra revelou ter identificado 435 pichagens numa área de 17,5 quilómetros na zona classificada como Património Mundial e respetiva área tampão.
Embora esclareça que a iluminação cumpre as normas europeias, que as pichagens configuram um ilícito criminal da competência da PSP e que a colocação de câmaras exige autorizações complexas das forças de segurança, o município anunciou que está a adquirir equipamento próprio e a preparar uma solução contratual para remover os graffiti já identificados e mitigar novas ocorrências em edifícios públicos e privados da cidade.