11 de Junho de 2026 | Coimbra
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Linha SOS Pessoa Idosa com mais pedidos de ajuda

27 de Maio 2020

A linha SOS Pessoa Idosa, criada há seis anos pela Fundação Bissaya Barreto (FBB), registou 331 pedidos de ajuda em 2019, um número que está a aumentar neste período de pandemia, tendo sido abertos 59 novos processos desde 16 de março.

Ao longo destes seis anos, este serviço gratuito (através do número 800 990 100) recebeu 1.149 contactos e em cerca de 70 por cento dos casos os agressores são familiares, sobretudo “filhos, genros e noras”, esclarece a instituição. Os números referentes ao último ano dão conta que dos 331 pedidos de ajuda, 268 processos foram tratados internamente, tendo sido efetuadas 504 articulações interserviços (com a Segurança Social, redes locais de intervenção, IPSS, autarquias, unidades de saúde, forças de segurança, entre outros), representando um aumento de cerca de três por cento em relação ao ano anterior. Dos 268 processos internos, abertos em 2019, foram encaminhados 249 que estão a ser acompanhados por várias entidades.

A maioria dos casos refere-se a denúncias de situações de violência sobre mulheres idosas (62%), a maioria viúvas (48%). De acordo com os números divulgados, muitas das vítimas vivem sozinhas e não têm rede de suporte formal. Em relação ao denunciante, cerca de 71 por cento são mulheres, a denúncia é feita pelo próprio em 19 por cento dos casos, pelos vizinhos 17 por cento e pelos filhos 16 por cento.

“Nas denúncias efetuadas ao Serviço SOS Pessoa Idosa, no ano de 2019, cerca de 70 por cento dos indivíduos maltratantes estão identificados como familiares, pelo que se pode inferir que a relação entre a vítima e o agressor é, na maior parte dos casos, de parentesco. Cerca de 56 por cento dos agressores são filhos das vítimas”, explica a FBB.

Como formas de violência mais frequentes, de acordo com a identificação realizada por este serviço, surgem a violência psicológica (37%), a negligência (31%), o abuso financeiro (26%), o abandono (15%) e a violência física (15%).

Atualmente o Serviço tem 1.079 processos e regista 1.300 pedidos de ajuda. Lisboa é o distrito com mais denúncias, seguindo-se os de Coimbra, Setúbal e do Porto. Qualquer pessoa pode efetuar a denúncia.


  • Diretor: Lino Vinhal

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