28 de Maio de 2020 | Coimbra
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Lay Off:Associações empresariais acusam Estado de esquecer gerentes nos apoios

2 de Abril 2020

Várias associações empresariais da região acusam o Estado de se estar a esquecer dos gerentes das empresas nos apoios de Lay Off e apelam para que “tome as medidas necessárias para que não se deixe de parte quem de muito fez para que a economia do país continuasse a crescer”.

Este apelo é feito pela Associação Empresarial Serra da Lousã (AESL), Associação Empresarial de Poiares (AEDP), Clube de Empresários de Miranda do Corvo (CEMC) e Núcleo Empresarial de Penela (NEP), em representação de todas as empresas suas associadas, oriundas do Pinhal Interior e, certamente, de todos os que estão preocupados com a sobrevivência das empresas em Portugal, em resultado da crise provocada pela Covid-19.

“Falamos, portanto, de todas as pessoas que trabalham todos os dias para manter o tipo de negócios que até hoje empregam maior parte da população. Temos visto o governo a lançar medidas, desde o começo da pandemia, garantindo apoio aos colaboradores que trabalham por conta de outrem e a trabalhadores independentes, contudo verificamos que nestes apoios até hoje não foram ainda considerados os sócios-gerentes”, explicam.

Lembram ainda que em Lay Off, com as empresas encerradas, vai ser necessário a quem emprega (empresas) continuar a pagar uma percentagem do rendimento dos seus colaboradores, cerca de 30 por cento, pois o Estado apenas comparticipa com cerca de 70 cento do valor dos salários a pagar.

Como primeiro a empresa tem de pagar aos seus colaboradores e só depois é que vai receber os apoios do Estado, haverá, assumem, casos de “falta de liquidez, que em muitos casos só será resolvida com a injeção de dinheiro particular dos sócios e gerentes na sociedade”. Alertam também para as “despesas fixas” que têm que continuar a ser pagas, bem como outras obrigações, lamentando por isso que o Estado se recuse a atribuir apoios para os salários dos sócios-gerentes.

“É neste cenário que pedimos que o Estado intervenha com urgência, pois muitos empresários veem-se obrigados por esta pandemia a fechar portas, seja por falta de clientes seja por quebra das cadeias de abastecimento ou outras razões diretamente relacionadas com a doença Covid-19, e veem-se sozinhos sem apoio para si próprios e para as suas famílias que tanto dependem da faturação que a empresa realiza e que está muito reduzida ou mesmo parada”, apelam.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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