5 de Setembro de 2026 | Coimbra
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António Inácio Nogueira

Igreja Imaginária

4 de Setembro 2026

(Prosa – Verso)

 

Está um calor tórrido,

Não bule uma aragem,

Caminho,

O suor escorre pela face.

Lá longe avisto uma Igreja,

Tudo era silêncio dentro;

Não sei por quanto tempo,

Muito tempo,

O silêncio e o fresco,

Pararam o meu relógio.

Rezei?

Não sei rezar.

Estive no fresco do silêncio,

Dessa Igreja Imaginária,

Será que é isto rezar?

Sou único,

Entre paredes de pedra grossa,

Só o silêncio e o fresco.

Encontrei-me, comigo mesmo,

Depois saí,

Não sei bem,

Por quanto tempo lá fiquei.


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