(Prosa – Verso)
Está um calor tórrido,
Não bule uma aragem,
Caminho,
O suor escorre pela face.
Lá longe avisto uma Igreja,
Tudo era silêncio dentro;
Não sei por quanto tempo,
Muito tempo,
O silêncio e o fresco,
Pararam o meu relógio.
Rezei?
Não sei rezar.
Estive no fresco do silêncio,
Dessa Igreja Imaginária,
Será que é isto rezar?
Sou único,
Entre paredes de pedra grossa,
Só o silêncio e o fresco.
Encontrei-me, comigo mesmo,
Depois saí,
Não sei bem,
Por quanto tempo lá fiquei.