4 de Junho de 2026 | Coimbra
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Sansão Coelho

EVOCANDO O GUITARRISTA JOÃO BAGÃO

4 de Junho 2026

O guitarrista JOÃO BAGÃO, nome grande na música de matriz coimbrã, foi evocado no último sábado, na sua Figueira da Foz natal, num espetáculo inesquecível que decorreu no Auditório Madalena Perdigão. A iniciativa pertenceu à TUNA ACORDES DA FOZ, formação que tem como diretor Joaquim Afonso e a produção do evento teve a assinatura de Maria Luísa que também criou alguns poemas que foram ditos por Vítor Filipe, alusivos a Coimbra e a João Bagão. Este inesquecível guitarrista que foi executante de piano, viola e bandolim, além da guitarra, nasceu em 1921, em concreto na Cova Gala, porque seu pai foi mestre de navios costeiros de dragas. Aliás, é o filho de um colega de seu pai com idêntica profissão e residência que lhe incute o gosto pelos instrumentos de corda. Bagão veio a concluir, já em Coimbra, o ensino secundário e depois frequentou a Faculdade de Ciências. Esteve ligado à Tuna Académica, ao Orfeon e a vários grupos de fados. Musicou poemas de Edmundo de Bettencourt e de Leonel Neves e foi autor de conhecidos fados, baladas e trovas. Um tema seu, música e letra, Canto a Chorar foi um êxito na voz de Teresa de Noronha o qual, neste espetáculo, foi cantado na aplaudida voz de Paula Maia que me impressionou favoravelmente. Bagão, já em Lisboa, teve algumas episódicas incursões no cinema e trabalhou na então denominada propaganda médica durante vários anos e, ao mesmo tempo, ampliava a sua vocação e qualidade de instrumentista que foi influenciado em Coimbra por Artur Paredes.  Neste espetáculo, A TUNA ACORDES DA FOZ apresentou um conjunto de agradáveis temas entre os quais alguns ligados à vida académica. O Grupo Coral ADVOCAL constituído por  advogados e advogados estagiários apresentou-se sob a direção do Maestro Augusto Mesquita e com a pianista Inês Gomes. Uma atuação de muito nível com um reportório variado e a culminar com a Balada da Despedida do 5º ano jurídico de 88/89. Em palco esteve, perto do final, o Grupo de Fados Saudade Coimbrã da Associação de Fados de Coimbra com Manuel Ribeiro na guitarra, Francisco Nunes na viola e a voz de Joaquim Afonso e tiveram como convidados especiais João Ramos na voz e Luís Rodrigues na guitarra portuguesa. Não faltaram as Variações em Lá Menor de autoria do homenageado. No final, todos os participantes, em palco, expressaram, musicalmente, o seu AMOR A COIMBRA culminando com um F.R.A para dizerem que JOÃO BAGÃO, falecido em 1992, será SEMPITERNO.

MIRANDENSE TEM DE RENASCER

Tive conhecimento, pela imprensa, da existência de um movimento de antigos dirigentes e de um empresário que estão a procurar revitalizar o CLUBE ATLÉTICO MIRANDENSE. Fundado em setembro de 1947 irá perfazer 80 anos no próximo 2027. Por certo o município atenderá as pretensões deste movimento pois o Mirandense foi, durante décadas, um forte emblema de Miranda do Corvo. Felicidades aos impulsionadores na concretização dos objetivos.


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