27 de Outubro de 2021 | Coimbra
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Dia do Idoso: Envelhecimento ativo e saudável deve ser uma preocupação de todos

1 de Outubro 2021

O envelhecimento ativo e saudável tem que ser, cada vez mais, uma preocupação transversal a toda a sociedade. É esta a grande mensagem que deve ser transmitida hoje, Dia Internacional do Idoso, uma data de sensibilização para a importância que os nossos idosos têm e devem continuar a ter, tanto na vida familiar como na comunidade.

A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou, recentemente, para o impacto que a pandemia teve na vida de muitos idosos. Um peso duro, é certo, como o foi também para outras faixas etárias da nossa sociedade, mas que para muitos dos nossos seniores representou mais isolamento, mais sofrimento, mais depressão e, até, maior negligência.

Recordamos este alerta, divulgado por ocasião do Dia Mundial de Consciencialização da Violência Contra a Pessoa Idosa (comemorado a 15 de junho), porque entendemos que este Dia Internacional do Idoso deve ter também essa função de sensibilizar para a necessidade de proteger, apoiar e estar atentos aos nossos idosos, esses “tesouros” tão importantes nas nossas vidas que não podemos deixar de valorizar e acarinhar.

Apesar de serem conhecidos casos de bastante solidão e mesmo algum abandono (o que infelizmente sempre sucederá), a verdade é que, com o progressivo aumento da esperança média de vida e com a permanente melhoria dos cuidados de saúde, são cada vez mais as respostas que existem para ajudar a população sénior.

E essas respostas surgem em todas as áreas, não só em termos de saúde mas também social, cultural e de lazer e recreio. A par com os lares, centros de dia e serviços de apoio domiciliário, há também um sem número de sugestões para quem quer envelhecer de forma ativa e saudável, mantendo o corpo dinâmico mas também a mente. As universidades seniores, os ateliês e os passeios promovidos por diversas instituições e mesmo por várias Juntas de Freguesia são apenas alguns exemplos de atividades idealizadas para esta faixa etária que, por natureza, fica com mais disponibilidade depois da reforma.

O fim da vida profissional traz, em muitos casos, grandes dificuldades de adaptação, com o tempo livre a aumentar e, por outro lado, o contacto social a diminuir. É preciso estar atento e preparar-se para esta nova fase. Bem sabemos que todos nós, ao longo da vida, vamos fazendo uma espécie de “lista mental” daquilo que gostaríamos de fazer quando tivermos mais tempo, quando a reforma chegar. Há quem vá acumulando leituras, adiando trabalhos de que gosta – como jardinagem, artesanato, pintura… – ou sonhando com viagens e férias tão ansiadas…

Importa que, física e mentalmente, estejam preparados para essa fase das suas vidas, um momento tão importante para se valorizarem a si mesmos e para desfrutarem destes anos que, depois da correria da vida ativa, se esperam mais calmos e serenos mas também cheios de vida e felizes.

A sociedade não pode perder de vista esta geração. É um dever de todos nós – familiares, amigos e comunidade, com todas as suas entidades públicas e privadas – cuidar dos nossos idosos. É também uma obrigação de todos reconhecer a importância que têm na construção do futuro, o papel que têm no seio familiar, sendo tantas vezes suportes dos filhos e “segundos pais” dos netos mas nem sempre acarinhados como deveriam.

A pandemia agravou muitas das suas fragilidades, ao obrigar ao afastamento das famílias e dos amigos. Foram meses e meses de ansiedade, receios e, em tantos casos, de solidão. Bem sabemos que os tempos exigem, ainda, cautela mas é hora de recomeçar. Hoje, com a vacinação a atingir números que fazem do país um exemplo a nível mundial e com o alívio das restrições, é já mais fácil retomar as vivências diárias, reiniciar as atividades de que gostam e voltar ao convívio familiar e social. Chegou, finalmente, o momento de sair de casa e de desfrutar de tudo o que os rodeia, seja um pequeno passeio num parque ou jardim, uma ida ao café habitual onde se encontram os amigos ou outras dinâmicas que enriquecem os dias.

É para tudo isto que sensibiliza o Dia Internacional do Idoso, data instituída pela ONU em 1991 e que se comemora sempre a 1 de outubro. Hoje é, portanto, o dia – o dia de estarmos atentos às necessidades dos nossos idosos, de reconhecermos o seu valor e conhecimento, de valorizar o saber e a experiência que foram armazenando ao longo da vida. É, acima de tudo, dia de lhes dizer Obrigada!


  • Diretora: Zilda Monteiro

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