A pandemia da Covid-19 tem tido reflexos positivos a nível ambiental, apesar de não ser possível prever o que sucederá no futuro. Se por um lado é certo que, a nível global e no imediato, houve uma redução na emissão de gases de efeitos de estufa nestas últimas semanas; por outro os dados ainda não permitem determinar se esta diminuição, resultante sobretudo do abrandamento das atividades económicas em muitos países, terá o desejado impacto nas alterações climáticas.
Assim, apesar das melhorias significativas no ar que se respira e de não haver memória de ver alguns rios tão limpos, o balanço final pode estar ainda muito longe do desejável.
Mas, independentemente do que vier a suceder depois da pandemia, a verdade é que as medidas de confinamento adotadas por governos de vários países já trouxeram grandes benefícios para o Planeta, mesmo que temporariamente, estimando alguns especialistas que a emissão de dióxido de carbono possa descer até 5,3 por cento, o que representa um valor cinco vezes superior ao alcançado em crises anteriores.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse recentemente que 2020 era “um ano crucial para mudar a maneira como lidamos com o clima”. Sublinhou também que, “enquanto trabalhamos para conter e combater o vírus, também devemos procurar aproveitar todas as oportunidades para criar a nossa agenda de ação climática”, desafiando todas as nações a promoverem “um crescimento limpo e verde”.