O Município de Condeixa-a-Nova já recebeu, desde o início da guerra na Ucrânia, 32 cidadãos ucranianos. A maioria está instalada em casa de familiares residentes no concelho e três deles encontram-se num centro de acolhimento temporário.
De acordo com a autarquia, do grupo de 29 cidadãos instalados em casas de familiares, 13 são crianças e jovens que, entretanto, já foram integrados em equipamentos escolares.
“Mediante a análise ao desenvolvimento da situação na Ucrânia e calculando-se que Portugal seja um destino de refugiados, especialmente daqueles que aqui têm familiares a residir, o Município de Condeixa entende disponibilizar a sua solidariedade através dos meios que tem disponíveis, oferecendo apoio em três fases, no acolhimento, na legalização e na integração profissional e nas escolas”, explica o presidente da Câmara, Nuno Moita.
Para além deste apoio, o Município vai promover um curso de aprendizagem da língua portuguesa, em articulação com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
A autarquia recorda que tem disponível um centro de acolhimento de emergência temporário, no espaço da antiga escola de Bruscos, para deslocados da guerra na Ucrânia que venham para o concelho e que possam, desta forma, encontrar aí “um local seguro e acolhedor”. O espaço tem capacidade para receber 16 pessoas, incluindo recém-nascidos. Para além das camas, dispõe de acesso à internet e televisão, cozinha equipada e bens de primeira necessidade não perecíveis.
“As refeições neste centro de acolhimento estão a ser asseguradas pela Santa Casa da Misericórdia, os cuidados de higiene pessoal fornecidos pelo Município e o plano de vacinação garantido pelo Centro de Saúde. A integração na comunidade está a ser acompanhada por uma ucraniana voluntária”, refere a autarquia.
O Município de Condeixa compromete-se, ainda, a integrar refugiados através da medida Contrato Emprego Inserção Mais (CEI+), especificamente cidadãos ucranianos que estão a beneficiar de proteção temporária no trabalho.