22 de Agosto de 2019 | Coimbra
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Calor representa risco acrescido para o coração

19 de Julho 2019

As temperaturas elevadas podem aumentar a probabilidade de enfarte do miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC). O cardiologista Ramiro Sá Carvalho alerta para o facto de as elevadas temperaturas, típicas dos meses de verão, terem impacto a vários níveis, sendo um deles o coração.

“Com o calor que se sente no verão, o aumento da temperatura ambiental vai provocar adaptações fisiológicas no nosso corpo, com a finalidade de manter um ótimo funcionamento do nosso organismo”, refere o especialista do Hospital Cruz Vermelha. A resposta do organismo não se faz esperar, traduzindo-se num “aumento da vasodilatação e da transpiração para atingir a temperatura ideal para cada um de nós”, esclarece.

O médico adianta, também, que este processo faz com que o corpo perca uma grande quantidade de água e sais minerais e, “à medida que o organismo se desidrata, os vasos sanguíneos contraem-se para manter a pressão arterial e aumenta a frequência cardíaca”. Como consequência, “existe um maior esforço do coração e um aumento da viscosidade do sangue, contribuindo para um aumento do risco de enfarte do miocárdio e de acidente vascular cerebral”, alerta, dando conta que este risco é superior para os idosos, diabéticos, obesos e para as pessoas que sofrem de doenças cardiovasculares.

Também aqui a prevenção é o melhor remédio. Para isso, o médico enumera algumas medidas essenciais para ajudar o coração e evitar problemas cardiovasculares, como “prevenir a desidratação, ou seja, não se expor diretamente ao sol, e aumentar a ingestão de água; fazer refeições leves; evitar as bebidas alcoólicas, as bebidas de alto teor em açúcares e os alimentos muito calóricos”.


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