A Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) Coimbra concluiu as obras na unidade de Montemor-o-Velho e a mudança de instalações já se iniciou.
A empreitada, que teve um custo de aproximadamente 792.000 euros, requalificou o espaço por completo e permitiu, também, abrir o local à comunidade.
Na unidade de Montemor-o-Velho da APPACDM Coimbra funciona um Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) e um Centro de Formação Profissional para Pessoas com Deficiência, que acolhem, no total, cerca de 50 clientes. Durante os dois anos que, aproximadamente, demoraram as obras, as duas valências continuaram a funcionar em instalações cedidas pela Escola Profissional e de Desenvolvimento Rural do Baixo Mondego, situada a curta distância da unidade da APPACDM.
“A intervenção na unidade de Montemor-o-Velho teve como objetivo a requalificação total do antigo centro e incluiu a retirada do revestimento de amianto dos tetos, material considerado cancerígeno. O total da remodelação custou cerca de 792.000 euros, comparticipados em 352.743 euros pelo Programa Operacional Regional do Centro”, afirma a APPACDM.
“Esta obra representou um grande esforço financeiro por parte da APPACDM Coimbra. Quando apresentámos a candidatura, os preços na construção civil estavam muito mais baixos e, nessa altura, não podíamos prever que o orçamento final, dois anos depois, atingisse esses valores. Quando nos apercebemos, podíamos ter recuado e não ter ido para a frente neste projeto, mas não foi isso que aconteceu. Com risco controlado, decidimos avançar, sempre priorizando o bem-
estar e a segurança dos clientes que apoiamos, razão da nossa existência”, recorda a presidente da APPACDM Coimbra, Helena Albuquerque.
“E ainda bem que o fizemos. Estamos muito contentes com as novas instalações, que permitem que a nossa unidade de Montemor-o-Velho entre numa nova era, exponenciando a qualidade de atendimento aos nossos clientes”, completa.
Helena Albuquerque acrescenta que ainda há a pintura do exterior do edifício para fazer. “Vamos ver se a comunidade ou as empresas nos ajudam a concretizar este objetivo.”
“Uma nova fase de abertura à comunidade”
A remodelação das instalações permitiu, também, que a unidade de Montemor-o-Velho iniciasse “uma nova fase de abertura à comunidade”. Como exemplo, a APPACDM cita o pavilhão multiusos, que antes das obras se encontrava interdito, devido a problemas como a entrada de água.
“Agora vai ser possível à APPACDM convidar os montemorenses a usufruírem deste espaço, disponível para iniciativas tão variadas como aniversários ou convívios. Além desta área, também existirá a hipótese de o ginásio ser utilizado para atividade física por parte da população e, a par destas duas componentes, a APPACDM quer abrir portas da sala de informática para ajudar a população com dificuldade em interpretar comunicações que recebe ou nos casos em que não
consegue aceder ou lidar com meios digitais”, esclarece.
“Para incluir é preciso conhecer e é por isso que, sempre que possível, fomentamos a interação com a sociedade, acreditando que cada um dos nossos clientes é um cidadão de pleno direito que deve participar na comunidade que o cerca nas suas várias vertentes. Os montemorenses têm sabido incluir os nossos clientes e estar ao seu lado sempre que é preciso, de modo que é natural para nós abrirmos a ‘nossa casa’ à comunidade e dar-lhe um pouco do que temos de melhor”, conclui Helena Albuquerque.
A instituição pretende ocupar o imóvel reabilitado durante o mês de agosto ou, no máximo, no início de setembro.