O vinte e cinco de Abril,
Nasceu no mês de águas mil,
Naquele dia, naquela madrugada,
Na noite escura com uma estrela sonhada,
Destemidos militares rumaram à Capital,
Para brandir o golpe fatal,
Na ignóbil ditadura,
Cruel e dura.
Já era dia, aportaram ao Terreiro do Paço,
Onde reinavam abutres de aço.
As águas do Tejo abordavam mansas a cidade,
E as armas dos heróis de tez madura,
Num instante fizeram a revolução, mataram a ditadura,
P´ra que o povo bebesse da paz e da liberdade,
Quem sabe da igualdade.
Os cravos vermelhos ao povo erguidos,
E no cano da arma introduzidos.
Dos canos das espingardas,
Não sairão mais rajadas.
A guerra acabou,
O futuro voltou.
25 de Abril, sempre, o dia sereno e puro.