7 de Dezembro de 2025 | Coimbra
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50 maiores empresas de Montemor-o-Velho asseguram 2004 empregos

29 de Outubro 2021

O volume de negócios das 50 maiores empresas do concelho de Montemor-o-Velho cresceu de forma muito significativa em 2020, ultrapassando os 409,8 milhões de euros, mais 113 milhões do que no ano anterior. Segundo os dados da Informa, este crescimento não se verificou apenas em termos económicos mas traduziu-se também em mais emprego, com as 50 maiores empresas do concelho a assegurarem 2004 postos de trabalho, mais 571 do que em 2019.

A Empifarma – Produtos Farmacêuticos, SA (localizada em Montemor-o-Velho), continua a ocupar o topo da tabela das 50 maiores empresas do concelho de Montemor-o-Velho, com um volume de faturação superior a 196,5 milhões de euros, registando um crescimento de 17,3 por cento, o que corresponde a mais cerca de 29 milhões do que em 2019. A empresa cresce também a nível de trabalhadores, contando com 158, empregando em 2020 mais 41 pessoas do que em 2019.

Nas posições seguintes da tabela há mudanças a registar, com a S & A – Sociedade Industrial de Aperitivos, SA (localizada em Mourão) a reentrar nesta listagem, onde ocupa a segunda posição, com uma faturação superior a 37,7 milhões de euros e assegurando emprego a 242 profissionais.

A terceira posição é ocupada também por outra empresa que não integrou a lista no ano de 2019, a Euromais – Peças e Pneus, Lda (localizada em Arazede), que conta com um volume de negócios superior a 37,5 milhões de euros, empregando 42 pessoas.

Na quarta posição mantém-se a Lineve, Lda (localizada em Volta da Tocha), que regista um volume de negócios de mais de 10,9 milhões de euros, mais cerca de 1,31 milhões do que em 2019. A nível de empregados houve também um ligeiro crescimento, passando de 33 em 2019 para 35 em 2020.

A quinta posição é ocupada pela Dias & Filhos – Transportes Internacionais, Lda (localizada em Areal), com mais de 10,3 milhões de euros e 112 empregados.

Segue-se a Penlac – Lácteos da Península, Lda (localizada em Tojeiro) em sexto lugar (o mesmo do ano anterior), com mais de 10,1 milhões. A empresa, que conta apenas com dois empregados, regista um crescimento de cerca de 4,2 milhões, o que representa uma evolução de cerca de 71,2 por cento comparativamente a 2019.

Na sétima posição está a Montesodi – Supermercados, Lda (localizada em Montemor-o-Velho), com um volume de negócios superior a 10 milhões de euros. Na oitava regista-se uma nova entrada, a Neovalor – Serviços em Ambiente e Saúde, SA (localizada em Arazede), com mais de 7,3 milhões; em nono a Valmarques – Sociedade Agrícola e Pecuária, Lda (localizada em Moita Vaqueira e que sobe uma posição comparativamente a 2019) com mais de 4,06 milhões; e em décimo a Abrunheiro & Maia, Lda (localizada em Rasa e que sobe três posições) com 4,03 milhões.

A nível de setores de atividade, o mais representado continua a ser o do retalho com 16 empresas. Segue-se a construção com nove; a indústria e os transportes, ambos com seis; o setor grossista com cinco; a agricultura e outros recursos naturais com quatro; os serviços empresariais com dois; e as atividades imobiliárias e as tecnologias de informação e comunicação, ambas com uma.

A nível do emprego, neste ranking há sete empresas que empregam mais de 60 pessoas, nomeadamente a Neovalor – Serviços em Ambiente e Saúde, SA, com 420 empregados; a S & A – Sociedade Industrial de Aperitivos, SA com 242; a Empifarma com 158; a Dias & Filhos – Transportes Internacionais, Lda com 112; a EAS – Empresa de Ambiente na Saúde, Unipessoal, Lda com 116; a Quadromor – Eletricidade e Instrumentação, SA com 96; e a Viveiros Plansel – Plantas Selecionadas, Lda com 69.

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Parques industriais ainda não conseguem corresponder à procura

O dinamismo que se verifica a nível empresarial em Montemor-o-Velho beneficia não só o concelho como também a região e o país. São, de facto, cada vez mais as empresas que manifestam interesse em fixar-se neste Município, uma realidade que tem crescido nos últimos anos e que o presidente da autarquia, Emílio Torrão, pretende que se afirme ainda mais nos próximos.

A fixação de empresas no concelho faz mexer a economia local, cria mais emprego e gera mais riqueza, fatores que impulsionam o concelho e contribuem para uma melhor qualidade de vida da população. Consciente desta realidade, o líder do Executivo tem apostado fortemente, desde que assumiu o primeiro mandato, em 2013, na expansão dos dois parques industriais do concelho – o Parque de Negócios de Montemor-o-Velho e o Parque Logístico e Industrial de Arazede. Atualmente encontram-se ambos lotados, como realça Emílio Torrão, e “em franca laboração, expansão e afirmação”, o que justifica a necessidade de avançar com a construção de mais lotes, processo já em curso.

Emílio Torrão felicita os empresários que se fixaram em Montemor-o-Velho pelo seu dinamismo mas também “pela coragem” que tiveram ao escolher este concelho. “Alguns deslocalizaram mesmo os seus negócios de alguns concelhos limítrofes, que até tinham boas condições, e preferiram apostar em Montemor-o-Velho, beneficiando do seu posicionamento estratégico, o que lhes permitiu também apostar em novas áreas de negócio”, realça.

Emílio Torrão sublinha que “essa afirmação e a valorização que estas empresas vieram trazer ao tecido empresarial de Montemor é notável, sendo eles os verdadeiros empreendedores que se estão a afirmar no contexto económico da região”.

Crescimento apesar da pandemia

Apesar de todos os receios que a pandemia trouxe, o concelho cresceu no último ano. A lista das 50 maiores empresas de Montemor-o-Velho demonstram-no, notando-se não só a nível do volume de negócio mas também do emprego. Emílio Torrão diz que, de uma forma geral, no seu todo, “houve uma diminuição ligeira do desemprego no concelho no período da covid-19”. Elogia, também, a postura dos empresários neste período, recordando um ditado antigo do povo, que diz que “a necessidade aguça o engenho”.

E foi isso que, no seu entender, também se verificou no tecido empresarial de Montemor-o-Velho, com os empresários a “desdobrarem as suas atenções para sobreviverem a uma situação que se vislumbrava catastrófica”. Perante a nova realidade que se lhes impôs, os empresários “acautelaram-se, modernizaram as suas estruturas produtivas e alguns até mudaram a forma de fazer negócio”, realça o presidente da Câmara. Destaca, ainda, a aposta que muitos fizeram nos “recursos online”, aos quais “nunca tinham dado grande atenção” até essa altura, apresentando-se hoje “com grande dinamismo em várias áreas de negócio, algumas novas, outras renovadas”.

“A pandemia puxou pelos empresários que, já por si, têm grande vontade de empreender e de inovar. Fez com que se desdobrassem ao ponto de sobreviverem até com mais margem de lucro”, destaca.

“Via verde” entre empresários e Câmara

Tentar garantir as melhores condições para que os empresários se possam fixar no concelho tem sido uma das preocupações deste Executivo. Emílio Torrão recorda o “caminho” que tem vindo a ser traçado desde que chegou à presidência da Câmara nesse sentido e diz que é “um orgulho ver o concelho com este dinamismo”.

“Montemor não tinha uma dinâmica industrial e empresarial grande. Quando entrei em 2013 era como se fosse mais uma promessa anunciada, que todos me diziam que eu não ia cumprir. Na verdade, no final do primeiro mandato ainda não tínhamos as empresas nos nossos parques mas neste momento já estão em laboração, estão lotados e em fase de ampliação”, realça.

Emílio Torrão considera que há, por parte do Executivo, uma “enorme vontade” para criar as condições necessárias aos empresários. “Há sempre uma relação muito próxima à Câmara, ao Executivo e aos serviços. Os empresários têm uma via direta e verde para interagirem com a autarquia e essa é, reconhecidamente, uma das grandes razões para que Montemor-o-Velho tenha muitas empresas novas”, diz, enaltecendo o facto dos “licenciamentos serem muito rápidos e tudo correr dentro dos prazos”.

Esses são alguns dos fatores que justificam a enorme procura e a grande lista de espera. Segundo o autarca, assim que abrem novos lotes “ficam logo lotados” e “as pessoas aguardam mesmo por vaga, porque querem efetivamente construir no concelho”.

Para além dos dois parques – em Montemor e Arazede –, há ainda um “parque informal” em Tentúgal, que tem capacidade para crescer.

Emílio Torrão espera que este caminho prossiga e se consolide nestes quatro anos. O presidente, que tomou posse para o seu terceiro (e último mandato), assume que está orgulhoso das conquistas já obtidas mas lembra que ainda não está satisfeito, já que este é um percurso sempre inacabado. “Quero mais. Gostava muito de ampliar os dois parques de negócio antes de me ir embora. É uma das minhas ambições porque aí teria um tecido industrial e empresarial muito consolidado. Depois da dinâmica criada, já é muito mais difícil travá-la”, termina.

Concelho precisa de mais habitação

O crescimento em termos empresariais leva à criação de emprego e também à fixação de pessoas. Importa, por isso, ter uma oferta que responda à procura, um facto que não está a acontecer, neste momento, a nível do mercado imobiliário em Montemor-o-Velho.

A retoma neste setor está a demorar mais a “arrancar”, embora se verifique já, como explica Emílio Torrão, alguma retoma. Lembra que atualmente “há carência” neste setor, com “a procura a continuar a crescer”, mas espera que surja em breve mais investimento no mercado imobiliário, já que o município “tem por onde crescer e tem muito espaço para construir”.


  • Diretora: Lina Maria Vinhal

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