26 de Maio de 2022 | Coimbra
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Vídeo convida público a conhecer Coimbra Medieval

31 de Janeiro 2020

Se gostava de conhecer a Coimbra da época medieval, agora pode fazê-lo, assistindo ao vídeo “Construção do 3D da Coimbra Medieval”, que foi apresentado publicamente a 29 de outubro, no dia em que Almedina comemorou 900 anos, e que está acessível a todos os interessados.

Disponível no blog “Coimbra Medieval” (https://coimbramedieval.wixsite.com/coimbramedieval/inicio/v%C3%ADdeo-completo-3d-da-coimbra-medieval, este vídeo convida a percorrer, durante cerca de sete minutos, toda a estrutura da cidade medieval, dando a conhecer uma nova visão da cidade antiga e das suas muralhas e colmatando algumas lacunas que, em termos históricos, existiam.

Criado pelos arquitetos Isabel Anjinho e Rúben Vilas Boas, para assinalar os 900 anos de Almedina, que integra agora o território da União de Freguesia (UF) de Coimbra, o vídeo retrata a Coimbra da transição do século XIV para o século XV e desvenda castelos, igrejas, ruas, pontes, torres que serviam para garantir a defesa da cidade, revisitando monumento e locais que há muito desapareceram e dos quais, em muitos casos, não existem registos.

Este trabalho resulta de uma investigação efetuada por Isabel Anjinho ao longo de cinco anos, ao qual se associou depois Rúben Vilas Boas, após ter encontrado uma publicação sobre a “Fortificação de Coimbra”.

“O vídeo dá a conhecer, em 3D, a cidade do século XVI, uma cidade que até agora não se conhecia”, explica Isabel Anjinho, dando conta que só durante a sua investigação é que se apercebeu da “grande transformação que Coimbra tinha sofrido naquela época, quando a Universidade voltou para a cidade”. Sendo primeira “cidade capital do reino, não era compatível que Coimbra tivesse apenas uma cerca, numa altura em que as questões da defesa eram primordiais”, realça, considerando, por isso, que “tinha que ter havido aqui uma transformação de vulto, tão grande, que tivesse feito desaparecer completamente a Coimbra medieval”.

Foi precisamente isso que procurou na sua investigação e que transpôs, juntamente com Rúben Vilas Boas, para este vídeo, onde dão a conhecer “uma Coimbra Medieval de que não há memória”.

Este “documento” está acessível a todos e pode ser usado para múltiplos fins. Isabel Anjinho realça que foi com esse intuito que foi criado, para assinalar esta efeméride dos 900 anos de Almedina mas também para funcionar como uma espécie de “ferramenta de trabalho” que pode ser usada, por exemplo, nas escolas, para fins pedagógicos e educativos.

“O vídeo foi apresentado e está em aberto no blog ‘Coimbra Medieval’, que serve para as pessoas poderem acompanhar também a evolução do que nós estamos a fazer. O vídeo serviu para rever e aperfeiçoar a informação que tinha no livro digital que também está acessível a todos, desde 2016, e, a partir de agora, é um produto que vai ter muitas aplicações”, explica, salvaguardando que será sempre “um trabalho inacabado”, com uma vertente de estudo que os dois arquitetos pretendem continuar.

Isabel Anjinho admite que não esperava que o vídeo despertasse tanta curiosidade, com muitos milhares de visualizações. Sobre esta matéria da Coimbra Medieval, adianta, sem levantar ainda “o véu”, que surgirão mais novidades em maio. Até lá, convida todos a continuarem atentos à evolução do blog, onde surgirão novas entradas sobre este tema.

“Isto é uma base para qualquer coisa. Neste momento, gostava que as pessoas conhecessem esta Coimbra Medieval. Nunca imaginei que este vídeo 3 D fosse levantar tanta curiosidade e tanto interesse”, realça.

Apresentado, pela primeira vez, a 29 de outubro, o vídeo foi já visto por muitos milhares de pessoas. Na ocasião, o presidente da UF de Coimbra, João Francisco Campos, destacou a sua importância para a cidade, ao dar a conhecer “uma nova visão” da Coimbra antiga e das suas muralhas, proporcionando uma espécie de viagem no tempo num cenário que “reconstrói” a cidade de outrora.


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