4 de Agosto de 2021 | Coimbra
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Valor limiar de poluição por ozono ultrapassado em Montemor-o-Velho e Vouzela

20 de Julho 2021

O valor limiar de poluição atmosférica por ozono foi ultrapassado oito vezes, entre as 18h00 e as 00h00 de sexta-feira, em Montemor-o-Velho (Coimbra) e Vouzela (Viseu), informou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).

Em comunicado enviado, a CCDRC adianta que na estação de medição de Montemor-o-Velho foram registados valores acima do limiar de alerta à população, que é de 180µg/m3 (microgramas de ozono por metro cúbico de ar) entre as 18h00 e as 19h00 (196 µg/m³), entre as 19h00 e as 20h00 (204), entre as 20h00 e as 21h00 (198), entre as 21h00 e as 22h00 (186), entre as 22h00 e as 23h00 (187) e entre as 23h00 e as 00h00 (186).

Em Vouzela, na estação de Fornelo do Monte, entre as 19h00 e as 20h00 foi registada uma concentração média de 194 µg/m³ e de 183 µg/m³ entre as 20h00 e as 21h00.

O valor limiar de poluição atmosférica por ozono também foi ultrapassado na tarde de sexta-feira em Montemor-o-Velho.

Segundo a CCDRC, na estação de medição de Montemor-o-Velho, a concentração média horária daquele poluente entre as 12h00 e as 13h00 foi de 180µg/m3, e nos períodos entre as 13h00 e as 14h00 e das 14h00 às 15h00 foi de 198 µg/m³.

A fonte alerta que a exposição a este poluente afeta, essencialmente, as mucosas oculares e respiratórias podendo o seu efeito manifestar-se através de sintomas como tosse, dores de cabeça, dores no peito, falta de ar e irritações oculares.

No mesmo comunicado, a CCDRC também faz algumas recomendações aos residentes nos locais afetados, “na medida em que os valores de concentração registados podem provocar danos na saúde humana, especialmente nos grupos mais sensíveis da população (crianças, idosos, asmáticos, alérgicos e indivíduos com outras doenças respiratórias ou cardíacas)”.

A CCDRC recomenda aos residentes que “reduzam ao mínimo a atividade física intensa no exterior (sobretudo ao ar livre)” e que “evitem outros fatores de risco” (tais como fumar ou utilizar e contactar com produtos irritantes contendo solventes na sua composição, como gasolina, tintas e vernizes).

É ainda solicitado que os habitantes “respeitem rigorosamente tratamentos médicos em curso” e recorram a cuidados médicos “em caso de agravamento de eventuais sintomas”.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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