6 de Novembro de 2026 | Coimbra
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Martinho

UMA QUESTÃO DE BOA-FÉ…?

6 de Novembro 2026

No seu artigo de opinião, de 19/10/2026, ínsito num jornal da região, a Srª. Presidente da câmara Municipal de Coimbra lamentou-se da gravosa herança financeira de “a Águas de Coimbra”, mas é estranho que não tenha feito o escrutínio dessa situação durante a campanha eleitoral de candidatura ao cargo de Presidente. Apressou-se, sim e agora, a invocar a previsão do agravamento das tarifas da água em 4%, mas não justificou por que razão esse aumento excede o valor da inflação?

Essas incongruências da Srª. Ginarca indiciam que, supostamente, as terá feito intencionalmente, ou por negligência consciente, “rectius” a primeira incongruência, o que não é conjugável com o seu interesse em angariar votos, porque o contrário é que redundaria em seu benefício eleitoral, isto é, denunciando, previamente, a má gestão anterior!

Um outro facto, insólito, que deixou a maioria dos conimbricenses perplexos, está associado à anunciada iminência do dito aumento de 4% do preço da água quando, afinal, veio a público, em várias redes sociais, que o quadro dos diretores de a “Águas de Coimbra” tinha sido aumentado, paralelamente, de 4 para 8. Esta decisão foi para evitar a derrocada da empresa para a insolvência técnica, como disse? Será verdade Srª. Presidente? Se assim foi, o que seria de lamentar, porque omitiu esse monstruoso absurdo – por inconveniente para a sua narrativa, ou por temer o ruído da opinião pública? Tal seria o estrondo dessa irracionalidade! Os conimbricenses gostariam de saber que tivesse sido boato falso, pelo que esperam, urgentemente, que seja desmentido, para bem da credibilidade da Srª. Presidente!

É que a Srª. já habituou o povo da região centro a comentar, depreciativamente, as suas trocas e baldrocas, nunca esclarecidas, no caso das variadíssimas irregularidades cometidas enquanto Presidente da Direção da CCDRC, provenientes das casas destruídas pelos incêndios de 15/10/2017, nomeadamente da casa de Azere; da vivenda da Figueira Velha, em O. do Hospital, além de outros casos flagrantes em Seia e em Santa Comba Dão, etc., etc. Houve também a retirada de apoios a famílias com seguros, que foram descartados, dando lugar a contestações em Tribunal, o qual decretou que as exclusões foram indevidas, deixando essas famílias sem habitação; idem, o Tribunal de Contas, que detetou fragilidades na gerência dos Programas de Apoio, e ainda de Apoios a habitações não elegíveis, etc.

E tendo sido confrontada pela comunicação social com tais irregularidades: “nem um pio”, remetendo, ironicamente, o assunto para a atual direção da CCDRC. A Srª. Drª. Ana Abrunhosa e o Snr. Dr. Ribau Esteves – que também não se mostrou disponível para prestar esclarecimentos – , não estarão a precisar de uma licença sabática…?


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