25 de Setembro de 2021 | Coimbra
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ANTÓNIO INÁCIO NOGUEIRA

TESTEMUNHOS: Vamos lá todos fazer uma «caminhadazita»

20 de Março 2020

Estima-se que metade das crianças nascidas nos dias de hoje já irá ultrapassar os 100 anos de existência. A barreira do centenário vai tornar-se vulgar. Presentemente ainda é excepcional. Por exemplo, em 2000 havia cerca de cento e oitenta mil pessoas nestas circunstâncias em todo o mundo.

Resta-me saber como foram os seus últimos vinte anos de vida, ou mais, em termos de saúde e qualidade de vida.

Para mim a questão não é viver mais tempo, mas mais tempo com boa existência. Coloco este considerando porque somos dos países com menor número de anos saudáveis depois dos 65 anos: 6,7 anos para a mulher, 7,9 para os homens, isto relativo a 2017.

E podem crer, caros leitores, não basta mudar o paradigma dos cuidados de saúde, encaminhados para a prevenção e mais centrados na pessoa do que na doença, para que tudo se modifique. Há muitos outros fatores a considerar que temos vindo, ano a pós ano, a descurar.

Ouçamos, por exemplo, os ensinamentos de Okinawa que está contado por vários autores em diversos livros e artigos da especialidade.

Em Okinawa um grupo de ilhas do sul do Japão conhecido como a terra dos imortais por ter uma população de moradores centenários e a maior esperança de vida do mundo, acredita-se que o segredo da longevidade está em encontrar uma razão de viver, um propósito que motive acordar todos os dias. No fundo em manter-se ocupado e com objetivos de vida. Chamam a esta conceção de vida ikigai.

Quantos dos nossos velhos se levanta de manhã e têm objetivos de vida para o dia? Porventura, para muitos, sentar-se em frente da televisão ou na cadeira de um café, já significa ter propósitos de vida para esse período.

Puro engano, amigos meus. A vida sedentária sem projeto é altamente prejudicial à saúde. Este e outros procedimentos similares, tão pouco ambiciosos, não ajudam a manter uma vida saudável. Depois, aí estão elas, as doenças crónicas que a muitos de nós abalam e às nossas famílias também.

Os nossos velhos, muitos deles com doenças permanentes que limitam as suas defesas, serão candidatos a perecer perante doenças de contágio fácil e altamente danosas para a sua sanidade.

Espero bem que aguentemos a atual epidemia… Veremos.

Leitores amigos, antes de pensar em tudo isso, vamos lá todos fazer uma «caminhadazita»!


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