23 de Abril de 2021 | Coimbra
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Sport Club Conimbricense precisa de novo pavilhão para poder crescer

18 de Setembro 2020

O Sport Club Conimbricense sonha com um novo pavilhão há 20 anos, de forma a poder crescer em modalidades e atletas. Esta continua a ser a grande ambição da Direção empossada na terça feira, uma equipa que conhece bem a história desta coletividade que conta já com 110 anos de história.

Referência na cidade e no país, o Sport Club Conimbricense quer continuar a fazer história na área do desporto. Mas, para tal, precisa de umas novas instalações que lhe permitam abraçar novas modalidades e acolher mais atletas.

Ao longo dos seus 110 anos, celebrados a 3 de fevereiro, o clube conquistou muitos troféus e títulos, que ostenta orgulhosamente no Pavilhão da Palmeira, situado na Baixa de Coimbra, zona onde o clube nasceu. Apesar desta ser eternamente a sua casa, o presidente da Direção, Carlos Ferreira, não esconde a “urgência” de ter um novo pavilhão, uma ambição que não é de hoje e que está prometida há 20 anos. Recorda que “a Câmara de Coimbra aprovou, em 2000, no mandato do atual presidente da Câmara, Manuel Machado, a cedência de um terreno na Estrada de Eiras, perto do INEM, para a construção do pavilhão do Sport”. Considera que essa era a “localização ideal”, tendo em conta também a proximidade ao IC2.

Apesar dessa cedência ter sido aprovada, a verdade é que, até agora, ainda nada foi feito. Carlos Ferreira diz “não compreender esta situação”, lembra que foi também apontada a zona do Ingote para esta construção, localização que não considera “ser solução” mas que também não avançou. “A verdade é que nada andou, nem uma solução nem outra. Não percebo porquê. Nós só pedimos à Câmara que nos ceda o terreno e que, como tem muitos técnicos, faça e aprove o projeto e nos apoie na logística, isentando o Sport do pagamento de licenças e taxas. Mas, nesta fase, nem estamos a pedir dinheiro, só queremos ter condições para avançar com a obra”, frisa.

A construção do novo pavilhão não põe em causa as instalações da Baixa, que têm mais de 50 anos e que não correspondem já às exigências atuais. Carlos Ferreira frisa, contudo, que esta será sempre a “casa” do Sport. “Penso que a própria autarquia tem todo o interesse em manter aqui esta valência para ajudar a ressuscitar a Baixa, para que as pessoas venham morar nesta área e tenham aqui esta valência para praticar desporto. Ficaria disponível para treinos e desportos que não obriguem a normas nacionais e poderia ter também uma função social”, explica.

Cerca de 200 atletas em oito modalidades

O Sport conta atualmente com cerca de 200 atletas, distribuídos por oito modalidades – basquetebol, futsal, futsal de cegos, jiu jitsu, karaté, kickboxing, boxe e natação. A Covid-19 veio lançar novos desafios a todos os setores e traz também muitas dificuldades na área do desporto. Com algumas modalidades já em funcionamento, o clube está consciente de que o futuro depende sempre do que acontecer neste cenário de pandemia, que pode obrigar a alterar todos os planos de um momento para o outro.

Na Direção desde 2001, Carlos Ferreira não esconde o orgulho de ver o clube crescer. Pouco tempo antes da Covid-19 criou uma nova modalidade, o futsal para cegos, que conta com cerca de 20 praticantes de todo o país. Trata-se, como sublinha, de um “projeto pioneiro, inclusive”, onde o Sport quer crescer. Espera estar a “lançar as sementes” para que possa surgir também noutros clubes, de forma a proporcionar a competição, já que o que todos os atletas querem é competir.

Sempre aberto a novos projetos, o clube vai abrir também uma escolinha de futsal para crianças, que conta já com cerca de meia dúzia de inscrições.

“Somos um clube dinâmico e inclusivo. Temos uma equipa que conhece bem e vive a história do Sport. Queremos continuar a crescer mas, para isso, precisamos que venha o terreno para erguer a obra do novo pavilhão e que acabe a Covid-19”, frisa.

Nova Direção tomou posse

A nova Direção do Sport Clube Conimbricense tomou posse na terça feira, no Pavilhão da Palmeira. A maioria dos elementos da equipa conhece bem a história do clube. Na sessão, o presidente da Assembleia Geral, Américo Baptista dos Santos, agradeceu, em nome da comunidade de Coimbra, a toda a equipa por “manter de pé esta obra e esta casa”. Recordou que há muitas coletividades que acabam por morrer “não por falta de atletas mas por falta de dirigentes” e elogiou o trabalho que tem vindo a ser feito permanentemente no Sport.

Para além do presidente Américo dos Santos Baptista, integram a Assembleia Geral Joaquim Lucas (vice-presidente), Renato Vicente e Deolinda Alves (respetivamente 1.º e 2.º secretário). O Conselho Fiscal é constituído por Armando Braga da Cruz (presidente), Sotero Silva (secretário), Carlos Marques (relator), Mariana Ferreira e Maria Amélia Dias (ambas suplentes). A Direção é constituída por Carlos Ferreira (presidente), Linda Oliveira (vice-presidente), Manuela Ferreira (secretária), Zita Alexandre (tesoureira), Irina Pires (1.ª vogal), Diogo Martins (2.º vogal), José Castro (3.º vogal), Mário Dias e Fernando Guimarães (ambos suplentes).

Fundado a 3 de fevereiro de 1910, essencialmente por um grupo de comerciantes da Baixa, o Sport conta com cerca de meio milhar de associados, sendo atualmente José da Costa, da Ourivesaria Costa, o n.º 1.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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