Com apenas 21 anos, Rita Fernandes, natural de Coimbra, viveu um dos momentos mais marcantes da sua vida ao subir ao palco do The Voice Portugal. A jovem estudante de Direito, na sua terra natal, conquistou três cadeiras nas provas cegas, emocionou os mentores e deixou o público rendido à sua voz doce e serena.
Viveu o momento de forma genuína e com grande entusiasmo e admite que era um sonho já antigo participar no programa. “Foi mesmo um dos dias mais felizes da minha vida. Sempre fui uma espectadora assídua do The Voice, desde pequenina, e agora passar para o outro lado, estar ali a cantar e ver-me a mim na televisão é um sonho tornado realidade”, confessou Rita, ainda emocionada, em entrevista concedida à Rádio Regional do Centro e ao Jornal O Despertar.
Rita Fernandes optou por interpretar o clássico “Jardins Proibidos”, de Paulo Gonzo, uma escolha que reflete o seu amor pela língua e pela música portuguesa.
“Gosto muito de cantar em português. Acho que as palavras saem com mais verdade e acho que transmitimos outro sentimento, penso que também o público fica agradado porque percebe o que queremos dizer”, explicou.
A aposta revelou-se certeira, pois a jovem acabou por conseguir virar três cadeiras, nomeadamente: Sara Correia, Fernando Daniel e os Calema, e os elogios foram unânimes. Os mentores destacaram a serenidade e a emoção da jovem, classificando a sua voz como “doce e tranquila”.
No final da sua atuação, todos os mentores decidiram juntar-se à conimbricense em palco e numa só voz cantaram novamente o tema que valeu à jovem a passagem à seguinte fase do programa. Este foi um momento que marcou bastante Rita Fernandes que é descrito pela jovem como “inédito e inesquecível”. “Senti-me tão pequenina ao lado deles. São ícones da música portuguesa, e poder cantar com todos foi simplesmente incrível”, afirmou.
Perante a difícil decisão de escolher um mentor, Rita Fernandes acabou por seguir o instinto e juntar-se à equipa de Sara Correia. “A Sara abraçou-me no momento que foi cantar comigo e transmitiu-me uma calma enorme. Senti-me acolhida, e escolhi com o coração”, revelou.
Da filarmónica ao conservatório: o percurso musical
A paixão pela música surgiu cedo, mas começou de forma diferente. “Aos seis anos entrei numa filarmónica e aprendi a tocar clarinete. Só mais tarde, no conservatório, é que o canto se tornou uma verdadeira paixão”, contou.
Foi um professor que lhe deu o primeiro incentivo. “Disse-me que eu tinha jeito e que devia tentar um coro. A partir daí nunca mais parei”, frisou.
Hoje, Rita Fernandes canta em eventos e cerimónias com o grupo musical, onde interpreta temas durante casamentos e batizados. “É maravilhoso quando as pessoas nos dizem que tornamos a cerimónia mais especial. Dá-me uma alegria enorme”, confessou
Além de cantar, a jovem estudante também toca piano e clarinete, instrumentos que a ajudam a compor e a explorar a sua musicalidade.
Atualmente no terceiro ano da licenciatura em Direito, Rita Fernandes divide o tempo entre os estudos, o trabalho em atendimento público e a música. “É difícil conciliar tudo, mas quanto mais coisas tenho, melhor me organizo”, revelou.
“Eu estudo e trabalho e claro que às vezes é difícil priorizar se vamos mais um bocadinho apostar no Direito, se vamos apostar mais na música. Felizmente hoje em dia consigo tê-los em pé de igualdade, e ir fazendo as duas coisas, mas claro que se conseguisse deixar o Direito para plano B e seguir só da música era perfeito, mas acho que só o tempo o dirá”, avançou.
Um dos pilares fundamentais do percurso de Rita Fernandes é a sua família. Foram os pais e irmão que a incentivaram a inscrever-se no The Voice Portugal.
“Eles acreditam mais em mim do que eu própria. Foram eles que disseram: ‘Vai, não tens nada a perder’. Estiveram sempre comigo, e sem o apoio deles, nada disto seria possível. Eles são o meu pilar”.
Olhar para o futuro
Com a participação no The Voice Portugal, Rita Fernandes espera abrir novas portas na música. “O programa é uma grande rampa de lançamento. Não quero ser apenas conhecida, quero ser chamada para cantar, fazer aquilo que mais amo.”
A jovem sonha em continuar a representar Coimbra e levar a sua voz a todo o país. “A minha terra é o meu ponto de partida, mas quero alargar horizontes. Tudo o que vier será bem-vindo.”
Com a serenidade de quem ainda está a começar, mas a maturidade de quem já sabe o que quer, Rita Fernandes é, sem dúvida, um nome a fixar no panorama musical português.