16 de Junho de 2021 | Coimbra
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Rainha Santa Isabel poderá ser venerada pelos fiéis no interior da Igreja

11 de Junho 2021

Apesar de as grandiosas procissões da Rainha Santa Isabel terem sido mais uma vez suspensas, Coimbra vai poder venerar a sua padroeira. A Confraria da Rainha Santa Isabel quer proporcionar a todos os devotos a possibilidade de visitarem a sua “Rainha”, ao mesmo tempo que, através de um programa abrangente, que concilia a vertente cultural com a religiosa, convida as pessoas a (re)aproximarem-se da Igreja da Rainha Santa e dos espaços da Confraria, sendo acauteladas todas as medidas da Direção Geral de Saúde (DGS) para que o possam fazer nas necessárias condições de segurança.

Durante a apresentação do programa, que decorreu na sexta feira, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, o presidente da Mesa Administrativa da Confraria, Joaquim Costa e Nora, explicou que, tal como aconteceu já no ano passado, “as celebrações serão um pouco diferentes do habitual”, sem as grandiosas procissões. Pretendem, contudo, “combater este isolamento” que se tem sentido no último ano, com a pandemia a impedir ou a condicionar a ida dos fiéis à Igreja e aos vários espaços da Confraria. “Este programa pretende chamar a atenção para os espaços que temos, que são de todos e que estão preparados para os receber e servir”, assegurou.

A exposição da imagem da Rainha Santa Isabel na Igreja é uma das grandes novidades. Como volta a não poder sair à rua, a Confraria vai fazer descer a imagem do altar, vai enfeitar o andor com as flores como se de uma procissão se tratasse e vai colocá-lo no centro da Igreja da Rainha Santa Isabel. A imagem da Santa vai poder ser venerada pelos fiéis desde a tarde de 5 de julho (segunda feira) até à manhã do sábado seguinte (10 de julho). De acordo com Costa e Nora, esta exposição será igual à que sucede habitualmente na Igreja de Santa Cruz, quando a imagem desce à cidade. Decorrerá durante a semana para evitar grandes aglomerações e para permitir que todas as pessoas que o desejarem possam venerar a Rainha Santa Isabel ao longo do dia, uma vez que a Igreja estará aberta todo o dia com esse fim.

Celebrações religiosas começam a 1 de julho

As celebrações religiosas vão começar no início de julho, com a pregação do tríduo preparatório da Solenidade nos dias 1, 2 e 3. Esta celebração vai estar a cargo do sacerdote diocesano e confrade da Confraria, Nuno Fachada Fileno.

No dia 4, Dia da Cidade de Coimbra e da sua padroeira, vai ser celebrada missa, às 11h00, pelo Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, que, no final da eucaristia, inaugura, nas galerias superiores dos claustros do Mosteiro, uma exposição histórica de “ex-libris” que foram apresentados ao longo dos tempos nas festas em louvor da Rainha Santa Isabel.

Ainda no dia 4 de julho, às 16h30, na Igreja da Rainha Santa Isabel, será mandada celebrar, pela Real Ordem de Santa Isabel, a tradicional missa de ação de graças “pela exemplar vida acontecida da excelsa padroeira da cidade de Coimbra”.

Costa e Nora explicou que, tal como no ano passado, por “medida cautelar”, a Real Ordem estará representada apenas pela Chancelar Maria Teresa Menezes. Adianta também que Isabel de Bragança mantém a “firme vontade de retomar a tradição de participar pessoalmente nas celebrações do dia da Solenidade de Santa Isabel de Portugal no próximo ano de 2022”.

Ciclo cultural começa a 20 de junho

Para além das celebrações religiosas, a Confraria preparou ainda um amplo programa cultural, que vai ter início já no próximo dia 20 de junho, com um ciclo de três concertos musicais nos claustros do Mosteiro.

A Orquestra Clássica do Centro abre, no dia 20, ao fim da tarde, este programa, com um espetáculo onde serão apresentadas duas peças inéditas, uma alusiva aos 750 anos do nascimento terreno da Rainha Santa Isabel e outra aos 250 anos do nascimento do compositor Ludwig van Beethoven.

O segundo concerto está marcado para dia 24, à noite. Intitulado “Santa Isabel, Mulher, Mãe e Rainha”, está a cargo da Banda da Sociedade Filarmónica, Recreativa e Beneficente Vilanovense, de Vila Nova de Anços, e do Coro de Santo Agostinho da Igreja de Santa Cruz de Coimbra.

O terceiro está agendado para dia 26, ao fim da tarde, e conta com a atuação do Coro Sinfónico Inês de Castro, com evocação histórica de factos da vida da Rainha Santa Isabel, particularmente do seu casamento com o Rei D. Dinis.

De acordo com Costa e Nora, para além dos bons momentos musicais, estes concertos pretendem também “chamar as pessoas para a Solenidade”. São espetáculos gratuitos, mas sujeitos a inscrições, tendo cada um capacidade para cerca de 200 pessoas, de forma a acautelar o distanciamento social.

Este ciclo continua depois em julho, com mais dois concertos religiosos, nos claustros, um de canto polifónico, pelo Coro de Santo Agostinho, e outro de canto gregoriano, pelo coro masculino Capela Gregoriana Psalterium e pelo coro feminino Vox Aetherea. O primeiro realiza-se a 8 de julho, à noite, precisamente no dia em que se realizaria a procissão noturna da penitência, com a descida da Rainha à cidade. O segundo, de canto gregoriano, está marcado para dia 10, ao fim da tarde.

A Confraria explica que o encerramento deste ciclo foi antecipado, uma vez que a 16 de junho (dia de devoção especial a Nossa Senhora do Carmo e do aniversário do nascimento terreno de Santa Clara de Assis) vai acolher, às 19h00, na Igreja da Rainha Santa Isabel, um recital de música clássica. Este evento é promovido pela Câmara de Coimbra e pelo grupo Magna Ferreira, no âmbito da candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura 2027.


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