13 de Maio de 2026 | Coimbra
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Sansão Coelho

PRIMAVERA E MUDANÇA DE HORA

13 de Março 2026

A primavera vai entrar no próximo dia 20 e já tarda porque estamos cheios de depressões, chuva, frio e inundações. Poucos dias depois, em concreto a 29, iremos mudar para a hora de verão e adiantar os relógios sessenta minutos. A polémica à volta desta mudança de hora tem sido grande e presumo que a maioria da população, se pudesse escolher, iria optar pela hora de verão. Tendo o contributo da IA – Inteligência Artificial – podemos apontar para a hora de verão a trazer melhor aproveitamento da luz solar, tardes mais longas, redução no consumo de iluminação com poupança de energia, mais oportunidades para o comércio, para o exercício físico ao ar livre e, ainda, maior visibilidade na estrada. Tem sido polémica esta questão de mudar ou não mudar para hora de verão e para hora de inverno. A União Europeia já abordou este assunto, mas nada se alterou. Dispenso efetuar uma incursão pelo histórico da mudança de hora, e há dados muito curiosos acerca do tema, pelo que sugiro aos nossos leitores pesquisarem na internet o que tem acontecido em relação à mudança de hora. E pergunto: O LEITOR É FAVORÁVEL À MUDANÇA DE HORA?

 

AFONSO DUARTE E A ILHA DA EREIRA

Nestas últimas cheias do Baixo Mondego, nas reportagens de vários média, terão faltado referências para comparação com o passado. Seja na baixa de Coimbra, na rua José Galvão ou na Praça do Município de Montemor-o-Velho ou na freguesia da Ereira, as inundações não eram novidade, eram rotinas de inverno.  A regularização do Rio Mondego, iniciada a meio dos anos 70 do século passado, quase ajudou a esquecer este problema antiquíssimo. Afonso Duarte, poeta e professor, natural da Ereira, tem na sua obra referências à ILHA DA EREIRA. Afonso Duarte nasceu a 1 de janeiro de 1884 e faleceu em Verride a 5 de março de 1958, ou seja, completaram-se há poucos dias os 68 anos da sua morte. A sua obra poética continua viva, a EREIRA voltou a ser ILHA face às recentes cheias e os seus habitantes um extraordinário exemplo de dinamismo, simpatia, resiliência e sã convivência.

E recordemos Afonso Duarte na sua poética:

“Ilha da Ereira, ó Guernesey dorida,

Onde me exilo a este sol de inverno,

Que irá no meu país, que irá na vida?”

 

SER DA BRIOSA EM COIMBRA E NO PAÍS

Impressiona, positivamente, o elevado número de espetadores que assistem aos jogos da ACADÉMICA/OAF na Liga 3. Quanto à presença em concreto de adeptos da BRIOSA, o grande número de apoiantes e dos que integram as claques também revela a força deste emblema de Coimbra. De Coimbra? Não só de Coimbra porque a Académica tem adeptos em todo o país e no estrangeiro. O futebol português está a perder com a BRIOSA na Liga 3, pois quando frequentou o escalão principal era habitual haver enchentes nos estádios quando jogava a Académica. Espera-se que este ano a Briosa possa subir à Liga 2 e, logo que possível, VOLTE PARA O ESCALÃO PRINCIPAL DO FUTEBOL PORTUGUÊS. A cidade e as empresas têm de ajudar a Académica. Obviamente que não esqueço os demais clubes da cidade, mas ao nível de futebol de alta roda, de alta competição, a Académica sempre se destacou. Os conimbricenses e os estudantes em geral precisam, igualmente, de dinamizar e manifestar publicamente o seu apoio à Académica e de afirmar que grandes clubes são Benfica, Porto, Sporting e…Académica ou por uma ordem mais afetiva: Académica, Benfica, Porto e Sporting.

 


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