24 de Janeiro de 2026 | Coimbra
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Penacova abre a Escape Room mais desafiante do país

1 de Março 2024

Um grupo preso numa sala de onde só poderá sair quando conseguir desbloquear todos os cadeados e abrir a porta. Pelo meio, uma série de pistas e enigmas para resolver. A nova Escape Room de Penacova abriu no final de janeiro e desafia os mais aventureiros a viver uma experiência única e inesquecível.

 

Chama-se “Dark Extreme” e foi desenvolvida pelo Wild Life, um projeto que nasceu, há cerca de dois anos, pelas mãos de Marcelo Batista e Daniela Gato. “Eu e a minha namorada trabalhávamos, ganhávamos o ordenado mínimo, e gostávamos de ter uma vida um pouco melhor”, revela Marcelo Batista, em declarações ao “Despertar”. Decidiram, por isso, procurar oportunidades de investimento. É nessa altura que surge o Paintball, aquela que viria a ser a primeira atividade da empresa.

 

Os clientes foram aumentando e, por consequência, o leque de iniciativas apresentadas pela Wild Life foi crescendo: insufláveis, organização de festas, trampolins, pipocas, algodão doce e touro mecânico foram algumas das opções adicionadas ao projeto. Mas não só. É também nesta fase que nasce a primeira Escape Room da organização: a “Extreme Saw”, inspirada na saga cujo primeiro filme estreou em 2004. “Percebemos que a nossa forma de desenhar e dinamizar a atividade resultava. Era isto que as pessoas procuravam: algo mais desafiante e mais real do que se vive nas outras Escape Room espalhadas pelo mundo”, explica Marcelo Batista.

 

O sucesso desta primeira sala de fuga foi tanto que os participantes quiseram regressar. No entanto, uma das limitações da iniciativa passa por não poder ser realizada mais do que uma vez. Afinal, concluído o jogo, termina o suspense. Nesse sentido, – e para satisfazer os pedidos dos clientes -, a organização desenhou a sua segunda Escape Room. “Conseguimos o espaço e pusemos mãos-à-obra. Inaugurámos há cerca de um mês e está a correr muito bem”, adianta o fundador.

 

Atividade realizada às escuras

A “Dark Extreme” abriu portas a 29 de janeiro com uma nova particularidade: é 100% às escuras. “Não é um conceito único em Portugal. A primeira Escape Room deste género foi feita pela Porto Exit Games, no Estádio do Dragão. A diferença é que essa dura uma hora, a nossa tem a duração de duas horas”, refere Marcelo Batista. O responsável salienta ainda que a iniciativa tem uma história envolvente. “Para algumas pessoas torna-se um bocadinho assustador, mas é mais desafiante ainda. O trabalho em equipa é ainda mais levado a sério”.

 

O facto da “Dark Extreme” ser completamente realizada às escuras faz com que seja muito apelativa a pessoas com deficiência visual. “É uma atividade onde conseguem demonstrar as suas capacidades de uma forma incrível, porque têm muito poder nos seus outros sentidos”, confessa Marcelo Batista. Sublinha, assim, que, nesta sala de fuga, “a audição, o olfato e o tato vêm ao de cima, o que é muito desafiante já que a visão é o nosso sentido mais essencial”. Dadas as suas características, esta iniciativa não é para qualquer um. A sua resolução exige que os participantes já tenham feito atividades semelhantes e tragam consigo alguma experiência.

 

“É uma exclusividade em Portugal. Temos as duas Escape Room mais longas e desafiantes. Recebemos grupos que já fizeram 200 salas de fuga na Europa e que, chegam aqui, e não conseguem completar a nossa. Portanto, é incrível”, orgulha-se Marcelo Batista.

 

Iniciativa para maiores de 13 anos

Participar numa ação como a Escape Room exige um forte trabalho de equipa. Desta forma, neste momento, a “Extreme Saw” está a receber grupos de duas a oito pessoas, e a “Dark Extreme”, de três a nove pessoas. Contudo, importa ressalvar que a iniciativa é recomendada a maiores de 13 anos, sendo que as pessoas com mobilidade reduzida podem sentir também algumas dificuldades devido à exigência física que este projeto acarreta.

 

Engane-se, no entanto, quem pensa que as maiores contrapartidas estão relacionadas com o tempo de duração do jogo. O grande desafio não está em finalizar a prova a tempo, mas, sim, em concluí-la sem ajudas. “Até hoje, só tivemos um grupo que conseguiu terminar uma das nossas Escape Room sem auxílio”, conta Marcelo Batista. A equipa de veterinários era constituída por seis pessoas, completamente inexperientes, que surpreenderam tudo e todos. “Tinham todas as capacidades. Era uma equipa extremamente forte com elementos que puxavam mais à lógica, outros mais curiosos. Havia ainda espírito de liderança e, sem dúvida, que isso se refletiu no resultado”, recorda ainda.

 

De acordo com o jovem, quem abre a porta de uma sala de fuga não resiste a voltar. “São extremamente viciantes”, frisa. Por esse motivo, Marcelo Batista acredita que esta experiência deveria ser vivenciada, pelo menos uma vez na vida, por todos. “Acho que toda a gente devia experimentar. Tentámos fazer algo mais físico e real, de modo a que as pessoas possam passar por ambientes diferentes e não ter apenas aqueles enigmas simples de sequências”, realça. Certo é que que todas estas inovações têm colhido a aprovação do público. “Toda a gente adora e tenho recebido óptimas críticas”, garante.

 

Faça chuva ou faça sol

O melhor de uma sala de fuga é que pode ser realizada em qualquer época do ano, o que a torna a atividade ideal para dias chuvosos e frios. “Os participantes podem marcar com antecedência, porque é seguro. A previsão do tempo em nada influencia o planeamento da atividade”, remata Marcelo Batista.

 

Já não há, por isso, desculpas para ficar sentado no sofá durante o Inverno. A missão Escape Room está disponível, na Rua do Outeiro, 3360-201 Coimbra, e custa entre 50 e 90 euros, dependendo do número de participantes. As reservas devem ser feitas através do email wilf_life_penacova@hotmail.com ou, via telefone, para 915 818 373.

 

 

 

 

 


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