1 de Dezembro de 2021 | Coimbra
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SANSÃO COELHO

Para já, e porque na Páscoa se acredita em ressuscitar, aguenta Portugal

9 de Abril 2020

AGUENTA PORTUGAL é o que posso escrever neste tempo de PÁSCOA que é, no plano da cristandade, símbolo da RESSURREIÇÃO, a passagem da morte para a vida antecedida por um grande jejum. Acreditando que vamos ter forças para ressurgir vivos e cheios de força pede-se aos portugueses que prossigam este JEJUM, esforço heroico de hibernação, confinados entre quatro paredes, a lembrar a peça teatral HUIS CLOS (ENTRE QUATRO PAREDES) de Jean-Paul Sartre que faleceu há 40 anos a completar na próxima quarta-feira.

Estas semanas DENTRO DE CASA para alguns têm significado fome, desemprego, medo, comércio e indústria em aflição, porventura conflitualidade familiar, receio do futuro, equacionando enigmaticamente se conseguiremos, após esta pandemia do COVID-19, regressar à normalidade e cheios de força para recuperarmos e até vivermos melhor. O DESPERTAR cultivou sempre a humildade e junta-se prioritariamente às dificuldades de todos os que sofrem tendo estado também confinado nas duas últimas semanas tal como o fazem, exemplarmente, todos os conimbricenses. Coimbra tem sido uma cidade discreta a bem cumprir critérios de defesa dos seus cidadãos prevendo-se que no país devam ser vários milhares os infetados como referiu à RTP, em direto de sua casa e com a sapiência emérita que lhe é reconhecida, o Prof. Doutor SALVADOR MASSANO CARDOSO. Os números revelados nas conferências de imprensa diárias já assustam, e não serão tão amplos porque as pessoas não foram todas testadas – é o que se infere.

Enquanto não estivermos todos imunes ficaremos, à defesa, TODOS JUNTOS NA SOLIDÃO E TODOS EM CASA: isto tem sido a melhor arma para lutar contra o coronavírus num país que tem tido a sorte de ter uma grande e eficaz liderança governativa a falar VERDADE e um
conjunto de partidos políticos que deram as mãos ao Governo e ao Presidente da República para sedimentar a defesa dos portugueses merecendo destaque a posição de solidariedade nacional do PSD por ser o principal partido da Oposição. Há três semanas escrevi em título
FORÇA PORTUGAL nunca imaginando, no entanto, que conseguíssemos todos ou quase todos sermos tão resistentes, tão fortes, tão unidos na atual DESGRAÇA. Se os profissionais de saúde têm merecido aplausos e justas honras públicas (TAL COMO O NOSSO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE) outros trabalhadores discretos continuam neste ESTADO DE EMERGÊNCIA a laborar para que o CORAÇÃO PORTUGUÊS não pare: dos transportes à recolha do lixo, aliás de todos os serviços vitais e como tal indispensáveis.

Acreditamos que COIMBRA através dos seus CÉREBROS esteja já a contribuir para definir como vamos viver o PÓS-CORONAVÍRUS para a grande, necessária e urgente RECUPERAÇÃO ECONÓMICA, CULTURAL, SOCIAL e HUMANISTA. Muitos de nós utilizam como CATARSE o humor, os telefonemas para amigos e familiares, o contacto pelas redes sociais e, enquanto isto acontece, seguramente que os PENSADORES estarão a desenhar como SAIR DESTA CRISE de CORPO INTEIRO. Nesta fase difícil urge tomar medidas práticas e, como exemplo, no plano cultural, o Município de Coimbra indica que procura assegurar o pagamento aos agentes culturais
de contratos celebrados para o São Francisco (e que não estão a ser realizados) e o reagendamento de espetáculos. E precisamos (MUITO) que a Banca puxe os cordões à bolsa e comece já a apoiar famílias e empresas.

A terminar, e porque a solidariedade e a fraternidade devem ser expressas, agradeço, dentre vários telefonemas de afeto, ao nosso
leitor e quase eternizado, mas já aposentado “vice-reitor para os
transportes Sr. ANTUNES” (condutor de vários Reitores), que me
telefonou para saber como vamos resistindo ao COVID; e também
agradeço à minha vizinha brasileira cujo nome até desconheço que na
sua juventude e simpatia incontidas nos perguntou do átrio: O VIZINHO
ESTÁ BEM? PRECISA DE ALGUMA COISA?

Em abono da VERDADE o que precisamos todos é de BOA SAÚDE… e de AGUENTAR. SOLIDARIEDADE TEMOS COM FARTURA E ENCHE-NOS OS OLHOS E O CORAÇÃO NESTA CRISE. Páscoa também é partilha… a começar pelos sorrisos que se distribuem.

Boa Páscoa, caros Leitores. As amêndoas este ano podem amargar. No
próximo ano vão ser doces. NÓS VAMOS CONSEGUIR.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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