1 de Dezembro de 2021 | Coimbra
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Museu Machado Castro e Mosteiro de Santa Clara-a-Velha vão ser requalificados

19 de Novembro 2021

O Museu Nacional Machado de Castro (MNMC) e o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha vão ser alvo de um investimento de cerca de quatro milhões de euros, no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR). Estas são apenas duas das empreitadas previstas neste plano, que integra 49 museus, monumentos e teatros em todo o país e cujas obras vão começar em 2023.

Este anúncio foi feito pela ministra da Cultura, Graça Fonseca, na sexta feira, no MNMC, durante a assinatura dos dois contratos interadministrativos que, no caso de Coimbra, envolvem a Câmara Municipal e o Ministério da Cultura, através da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), do Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais (GEPAC) e da Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC).

“Hoje, em Coimbra do Mondego, assinalamos um momento histórico para a cultura portuguesa, seja pelo que estes contratos significam para a preservação e promoção do nosso património cultural, seja pelo reforço da relação entre o Governo e as comunidades locais”, disse Graça Fonseca, realçando que “é fundamental recuperar e fortalecer o nosso país e o setor cultural”.

A ministra lembrou que este foi um dos setores muito afetados neste contexto de pandemia, o que veio acentuar “um conjunto de vulnerabilidades” já conhecidas mas que mostrou também que “é agora tempo de retomar e crescer, através de uma visão de longo prazo”. Trata-se, no seu entender, de “um setor de fundamental importância social e económica, não só para Portugal, mas para toda a União Europeia”. Explicou que o PPR “faz parte do maior conjunto de medidas de estímulo alguma vez financiado pelo orçamento da União Europeia, para ajudar a reconstruir a Europa”. Este plano dedica, como realçou, “um valor global de 243 milhões de euros, focado em duas áreas específicas – promoção da transição digital das redes culturais, através da sua modernização tecnológica e da digitalização de artes, literatura e património; e valorização, salvaguarda e dinamização do património cultural, no sentido amplo de património cultural material, imaterial e natural”. Graça Fonseca considera que “o PRR constitui uma oportunidade única para realizar este investimento no património cultural nacional”.

Sobre os monumentos de Coimbra – MNMC e Mosteiro de Santa Clara-a-Velha –, disse que são “dois símbolos perenes do património cultural nacional e conimbricense”. O primeiro vai ser alvo, segundo anunciou, de um investimento de “quase 1,8 milhões de euros”, enquanto o Mosteiro sofrerá melhorias no valor de “mais de 2,5 milhões”, verbas que se destinam à conservação e reabilitação dos edificados, melhoria das condições de acessibilidade e, também, instalação de redes de wi fi.

O presidente da Câmara de Coimbra, José Manuel Silva, destacou a importância que estas requalificações representam para a “preservação do nosso património”, já que vão permitir melhorar estas “duas joias da cidade”. Realçou também que a “recuperação do património é um caminho que temos que fazer permanentemente”, é “um trabalho que nunca acaba”, dando conta de outros espaços que também precisam de ser requalificados, como o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova e os colégios da Rua da Sofia.

De referir que, no mesmo dia, a ministra da Cultura esteve em Condeixa, onde assinou também um contrato interadministrativo entre a Câmara, a DGPC e o GEPAC, para uma intervenção de mais de cinco milhões de euros no Museu Monográfico de Conímbriga.


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