Aproxima-se uma das épocas mais saborosas na região de Montemor-o-Velho. Por estes dias todos os caminhos vão dar à terra onde o arroz é a estrela Michelin e a lampreia é proeza em tempos de escassez.
A começar já hoje (16) e durante este fim de semana (16 e 17) e o próximo (de 22 a 24), o Largo da Feira, em Montemor-o-Velho, vai receber a 22.ª edição do Festival do Arroz e da Lampreia | Sabores do Campo e do Rio.
O arroz carolino do Baixo Mondego e a lampreia são os embaixadores desta festa dos sabores que pretende mostrar e promover o que de melhor existe no concelho e, ao mesmo tempo, proporcionar uma experiência gastronómica e territorial pensada para ser vivida e saboreada em família e com amigos.
Este ano, o evento irá decorrer nos mesmos moldes das edições anteriores. O Festival acontece em três palcos distintos: restaurantes aderentes, tenda do Festival, com 4.100 metros quadrados, e website do Festival (www.festivalarrozlampreia.pt).
Este ano serão nove os restaurantes aderentes que irão reforçar o valor gastronómico da região durante o mês de março. Os estabelecimentos aderentes são: Tasca da Mariana, O Marinheiro, Meco Restaurante, A Grelha, O Refúgio do Paúl, Casa Arménio, O Pimpão, O Serrado e O Mosteiro.
A tenda do Festival vai contar com a praça da alimentação (com cinco tasquinhas, nove bares & petisqueiras), dois palcos, quatro stands de doçaria e uma área com 24 bancas de artesanato e de mercadinho de produtos endógenos.
À sobremesa, os/as visitantes são convidados a (re)descobrir o Pastel de Tentúgal IGP, as Queijadas de Pereira, as Pinhas de Montemor ou o arroz doce quentinho, feito com o arroz Carolino do Baixo Mondego e com o leite das explorações da Gândara.
Lampreia só por encomenda
Para os amantes do arroz de lampreia, a organização do Festival aconselha os visitantes a fazer a reserva antecipadamente, devido à escassez do ciclóstomo.
Emílio Torrão, presidente da Câmara de Montemor-o-Velho apelou, durante a conferência de empresa do certame, que decorreu na quarta-feira, que sejam tomadas medidas para preservar a lampreia no rio Mondego e nos outros cursos de água do país, anunciando que um especialista irá sensibilizar a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra para o assunto.
“Há medidas que podem ser tomadas para preservar a lampreia, como rever as artes de pesca e não remover o areão e os seixos do rio, onde crescem as larvas”, referiu o autarca, adiantando que o ciclo da lampreia é de sete anos, tendo ocorrido em 2017 os grandes incêndios que poluíram os rios com cinzas e outros resíduos.
Animação foi reforçada
Este ano, a organização do Festival decidiu também apostar no programa de animação levando a participação de artistas de dimensão regional e nacional que se juntam às actuações dos artistas, ranchos e grupos folclóricos locais.
Némanus (16 Março), Guilherme Baptista com participações especiais de José Bacelar e Maria João Soares (17 Março), Sílvio Girão, Adelaide Sofia e Mickael Salgado (21 de Março), Augusto Canário (22 Março), Jabalizes (22 Março), Rouxinol Faduncho (23 de Março), Rockluso (23 de Março) e Baluarte (24 de Março) são alguns dos espectáculos que prometem animar ainda mais o festival.
Com um programa de animação para todas as idades, este ano, as noites no Festival vão ser também para dançar, com diversos DJ’s – Bad Monkeyz (16 Março), Dj Estobia (22 Março) e Dj Rola (23 Março) – a animarem a tenda noite dentro.
Também os mais pequenos são tratados como gente grande e, a par das sempre muito participadas sessões de cozinha, os mini-chefs vão ter também disponível o espaço infantil Morlândia, onde diversão não falta.
Os dois domingos do Festival do Arroz e da Lampreia vão ser dias de explorar o território com as viagens no comboio turístico. Nos 17 e 24 de Março, entre as 15h00 e as 17h00, os visitantes e turistas são convidados a ficar a saber mais sobre o Património Agrícola de Montemor-o-Velho, numa iniciativa que é gratuita.
Aos sábados, dias 16 e 23 de Março, entre as 15h00 e as 18h00, a “Hora do Arroz Doce” vai tornar ainda mais saborosa a visita ao festival.