2 de Dezembro de 2020 | Coimbra
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Médicos do Centro alertam para grave descoordenação clínica

23 de Outubro 2020

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) está preocupada com a “grave falta de coordenação na resposta à pandemia nesta época do ano”. Este alerta surge após reunião com os diretores clínicos dos hospitais da região e tem em conta o aumento do número de novos casos de Covid-19 em Portugal e a crescente preocupação que tem sido manifestada à Ordem dos Médicos.

“Estamos, neste momento, a acompanhar a situação em tempo real e o panorama é grave: falta sistematizar procedimentos, falta uma coordenação supra-hospitalar do ministério da Saúde para organizar toda a capacidade de resposta e as melhores práticas na resposta à Covid-19. As unidades hospitalares estão a lutar sozinhas, sem rede, tal como o fizeram na primeira vaga”, diz o presidente da SRCOM, Carlos Cortes.

“O ministério da Saúde teve a oportunidade para, ao longo de vários meses, se preparar. Porém, o que constatamos, é que reinou a passividade e o laxismo, já que é evidente que o trabalho ficou por fazer”, alerta.

Assim, tendo em conta o número crescente de infeções, a cada dia que passa, e no sentido de fazer a sistematização do saber técnico, científico e clínico, a SRCOM quis conhecer com detalhe quais as capacidades de resposta das instituições de saúde e dos seus recursos humanos em caso de agravamento e de necessidade de um maior nível de resposta emergente. Perante os casos relatados, faz um apelo à ministra da Saúde para preparar e organizar tudo aquilo que considera que “faltou fazer, tal como a construção de uma rede de colaboração entre os hospitais, a implementação de regras concisas e respetivos procedimentos de referenciação que não obstruam as urgências hospitalares”.

“Temos de estar preparados para todos os cenários, antecipando todas as dificuldades e respondendo a todos os desafios. Neste contexto tão exigente e complexo, o ministério da Saúde desperdiçou tempo para preparar esta fase com um programa global de resposta. Falta um plano estratégico e o que verificamos é que os hospitais estão desprotegidos. Mais uma vez, a ministra da Saúde claudicou nas principais exigências da sua função, pelo que urge corrigir as falhas. Os hospitais precisam de um plano estratégico bem definido, ainda estamos a tempo de implementar. O tempo para corrigir é agora”, conclui.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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