A Câmara da Mealhada aprovou na passada segunda-feira (27), em reunião do Executivo, o Orçamento Municipal para 2024, no valor de 23.314 milhões de euros.
“A tónica de investimento nos Documentos Previsionais e Grandes Opções do Plano de 2024 recai sobre as projetadas obras de intervenção no espaço público, com mais de 17 milhões afetos a construções diversas, edifícios e instalações de serviços, arruamentos, viadutos e pavimentações diversas”, afirma a autarquia, sinalizando como exemplo a requalificação da baixa da Pampilhosa, da Quinta do Alberto, no Luso, a construção do café Esplanada, no centro da Mealhada, e as intervenções nas urbanas do Luso, da Pampilhosa, de Casal Comba, da Vacariça, do Travasso, de Ventosa do Bairro, de Barcouço e de Antes.
Inclui ainda a finalização de obras em curso “financeiramente pesadas”, como o novo edifício municipal, “cuja construção deverá entrar em conclusão no próximo ano”, e a obra de recuperação do “Chalet Suisso”.
“Propomos uma série de obras de proximidade, que são pedras basilares para a construção de um concelho focado nas pessoas. Desde logo, a requalificação urbana dos núcleos centrais e valorização do espaço público, como a que se prevê com a criação de pracetas de acolhimento em aldeias de todas as freguesias e a pavimentação de várias áreas e instalação de sinalização horizontal e vertical”, afirma António Jorge Franco, presidente da Câmara da Mealhada, destacando a criação das Praias Fluviais da Ferraria, de Santa Cristina e de Barrô e a reabilitação, ordenamento e embelezamento do Cemitério da Mealhada, e o reforço ao apoio às Juntas de Freguesia.
A autarquia afirma também que as opções do Executivo de António Jorge Franco priorizam a aposta no setor da habitação, com a reanimação do Programa de Incentivo à Recuperação do Património Edificado Concelhio |PIRPEC|, com a concessão de apoios técnicos e financeiros, enquanto medida de incentivo à recuperação e reabilitação de edifícios, e na Estratégia Local de Habitação, nomeadamente a aquisição, reparação e beneficiação do parque habitacional para fins sociais.
“No âmbito das políticas de educação e sustentabilidade ambiental, estão previstos investimentos como a Requalificação do Rio Cértima e dos seus afluentes, a aposta na compostagem como estratégia para a gestão e redução dos resíduos depositados em aterro, a dotação de edifícios municipais e via pública com tecnologia LED para aumento de eficiência energética, o ´Projeto Mealhada + Verde – Valorização`, qualificação e criação de espaços verdes, a Criação de um Centro de Interpretação da Natureza – Luso e a Construção do Centro de Recolha Oficial – Canil/Gatil Municipal”.
A nível desportivo, juvenil e cultural, preconizam-se intervenções como a requalificação da EB2 da Mealhada, a requalificação do Centro de Estágios de Luso e Estádio Municipal Américo Couto, a recuperação dos Antigos Lavadouros da Póvoa da Mealhada, a requalificação dos Campos de Ténis de Luso e a Criação de novos campos de Padel, bem como a criação do espaço museológico no Luso, sem esquecer o apoio às associações do concelho, “que merece atualizações anuais, de forma a que não percam poder financeiro”.
No domínio empresarial, o Executivo pretende retomar “projetos estruturantes de posicionamento estratégico”, como a plataforma logística/rodoferroviária de Pampilhosa e a expansão das Zonas Industriais da Pedrulha e Viadores, já em curso com a revisão do Plano Diretor Municipal. “Depois de dois anos de muito projeto, o nosso objetivo é que em 2024 possamos ter mais obras no terreno”, vinca.