Hoje a minha voz junta-se a algumas outras,
Para te dizer, mãe,
Que me fazes falta.
Perante a constância do nada, nos dias de hoje,
Como actuamos, mãe?
O que queremos, mãe?
Ou não queremos…
Vivemos num mundo de palavras, mãe,
Palavras vãs,
Que me provocam vazio nas entranhas.
Por isso te escrevo para me dares agasalho,
Sabes, mãe, estou gelado nesta existência.
Que poema… a tua imagem,
Que me quer fazer voar,
Na doce e amena aragem,
Que me bafeja, por te amar,
Mãe
[Para a minha mãe Carminho e para a minha quase – mãe Geninha]