27 de Outubro de 2021 | Coimbra
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Liga Portuguesa Contra o Cancro reforça apoio psicológico a doentes e famílias

5 de Fevereiro 2021

O Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC-NRC) está a reforçar o apoio psicológico a doentes oncológicos e familiares, uma medida que foi anunciada nesta semana em que se assinala o Dia Mundial de Luta Contra o Cancro, comemorado ontem.

“Neste período de pandemia, é natural que se sinta triste, ansioso, confuso e até revoltado”, realça o Núcleo, dirigindo-se a doentes e familiares e recomendando-lhes que, sempre que sentirem necessidade, recorram às consultas de psico-oncologia que agora reforçou e que estão disponíveis em todas as capitais de distrito da região Centro – Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Covilhã, Guarda, Leiria e Viseu.

Natália Amaral, secretária-geral do Núcleo Regional do Centro, sublinha que “todas as consultas são gratuitas e que estão disponíveis tanto presencialmente como em regime de teleconsulta”, cabendo ao doente e ao psicólogo decidir qual será melhor para cada caso. As marcações podem ser feitas através do telefone 239 487 490 ou do email nucleocentro@ligacontracancro.pt, sendo marcadas “quase de imediato”.

O apoio psicológico assegurado pela LPCC-NRC nunca foi interrompido e, nesta fase mais complicada da pandemia, está mesmo a ser reforçado, de forma a dar resposta aos novos pedidos que vão surgindo. Natália Amaral explica que este crescimento é natural, uma vez que doentes e familiares estão “muito preocupados, ansiosos e com medo do que vai acontecer”. Receiam, por um lado, o contágio mas, acima de tudo, que a pandemia e os condicionalismos que provoca “possam atrasar os tratamentos ou impedir a sua realização”, realça, acrescentando que “felizmente, os tratamentos têm-se mantido e os doentes oncológicos têm sido tratados”.

Natália Amaral alerta, ainda, para o grande aumento dos pedidos de apoio social que, desde o início da pandemia, “cresceram mais de 40 por cento” em toda a LPCC, sendo os mais frequentes os “pedidos de apoio para medicamentos, transportes mas também alimentação”.

A LPCC-NRC não pode manter o acompanhamento habitual nos hospitais mas para continuar a garantir “algum conforto” aos doentes e evidenciar que os seus voluntários continuam presentes tem entregue “pequenos pacotes” com alguns produtos (como bolachas e água) nos diversos serviços do IPO e vão começar a fazê-lo também nos Hospitais da Universidade de Coimbra. Estas doações são para os doentes que vão às consultas e tratamentos, mas sempre de acordo com a Direção Clínica dos vários Serviços e salvaguardando as questões de higiene e orientações da Direção Geral de Saúde. “É uma forma de dar algum conforto mesmo que sem a presença dos nossos voluntários e manter a Liga presente”, realça.

Natália Amaral lembra, ainda, que nesta fase da pandemia, ao contrário do que sucedeu no início, se mantêm os rastreios do cancro da mama, com todos os cuidados que a situação atual exige. Considera que, mesmo que os rastreios diários sejam em menor número, devido aos condicionalismos, esta é uma medida muito importante de prevenção, continuando a prevenção a ser a maior “arma” na luta contra a doença.

Aproveitando as celebrações do Dia Mundial de Luta Contra o Cancro, sublinha que “a prevenção é fundamental em todos os campos” e lembra o lema que a LPCC lançou “Eu sou, eu vou”, onde sensibiliza todos para a prevenção e, de alguma forma, responsabiliza cada pessoa não só pela prevenção individual como também pelo alerta a familiares e amigos.

“Um terço dos cancros podiam ser evitados se fizéssemos a prevenção correta. Nós estamos muito assustados com os números da covid-19, sem dúvida alguma, mas cerca de nove milhões de pessoas morrem por ano por cancro. Portanto, isto é de facto um problema que temos que ter em conta e se não atendermos a tudo isto com a modificação de estilos de vida, rastreios e outros cuidados em 2040 temos um aumento substancial de cancro”, alerta.

É este apelo que fica para que todos possam ter um papel ativo na prevenção do cancro. É também esse um dos objetivos do Dia Mundial de Luta Contra o Cancro, que se comemora sempre a 4 de fevereiro e que pretende desmistificar algumas ideias pré-concebidas sobre a doença que deve ser encarada com esperança e que não representa um fim.


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