14 de Agosto de 2022 | Coimbra
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Jovem de Coimbra leva a dança além-fronteiras

5 de Agosto 2022

Venceu a edição de 2021 do concurso “Portugal a Dançar” e, este ano, representou Portugal no Congresso Internacional de Dança da UNESCO, na Grécia. Beatriz Poeira tem apenas 15 anos, mas o seu trajecto faz já adivinhar um futuro de sucesso.

Natural de Coimbra, foi em tenra idade que a jovem descobriu aquela que viria a ser a sua grande paixão: a dança. Aos três anos, pediu à mãe para a inscrever no Ballet e, sem grandes hesitações, viu o seu desejo ser concretizado. Desde então, o amor por esta Arte foi crescendo e, aos oito anos, decidiu arriscar-se também na Dança Contemporânea.

“O estilo de dança que mais se adequa a mim talvez seja o Contemporâneo, porque me permite mostrar mais os meus sentimentos. Sinto-me mais livre”, confessa Beatriz Poeira, em declarações ao “Campeão”. Actualmente, a jovem coimbrã não tem dúvidas acerca da importância desta Arte na sua vida, contudo, ainda não decidiu se será esta a profissão que virá a exercer no futuro. “Definitivamente, não quero tirar a dança da minha vida, no entanto, não sei se é isso que quero fazer a 100%”, afirma.

Prestes a iniciar o 10º ano de escolaridade, Beatriz Poeira optou pelo ramo das Ciências e admite que se imagina a trabalhar num laboratório e a fazer investigação. Apesar do trajecto profissional ainda estar em aberto, a jovem promete nunca colocar a sua grande paixão de parte. Ensaia entre uma hora e meia a duas horas por dia e diz que nem sempre é fácil conciliar a escola com a dança, todavia, orgulha-se de ter tido sempre o apoio da família.

Beatriz Poeira venceu “Portugal a Dançar 2021”

Os quase doze anos de experiência na área da dança têm gerado conquistas para Beatriz Poeira. No ano passado, – e ainda com 14 anos -, foi apurada para a final de “Portugal a Dançar” numa etapa regional que se realizou na Mealhada. A 12 de dezembro, era, oficialmente, considerada a vencedora do concurso.

A jovem esclarece que ficou a conhecer a iniciativa através da escola que frequenta, a Escola de Dança Arte e Corpo (EDAC), e que nunca pensou que poderia vencer. “Nunca pensei ganhar a fase final por serem tantos e tão bons concorrentes de muitas modalidades diferentes. Penso que foi um prémio pelo meu esforço”, refere, frisando que “é quando menos esperamos que acontecem as melhores coisas”.

Beatriz Poeira destaca ainda a importância que iniciativas como o “Portugal a Dançar” assumem para os jovens bailarinos. “Para além de me acrescentar imensa experiência a nível da dança e de me dar a conhecer outros estilos, também me permitiu ter um crescimento pessoal incrível”, realça.

A jovem está, agora, a acompanhar a nova edição do concurso que deverá eleger um novo vencedor no final deste ano, na Mealhada. Questionada sobre os conselhos que deixaria aos actuais participantes, Beatriz é perentória: “É importante sermos nós próprios e darmos tudo de nós em palco. Além disso, é fundamental aproveitar os workshoops gratuitos que a iniciativa disponibiliza”.

Talento além-fronteiras

No passado dia 7 de julho, Beatriz Poeira teve a oportunidade de representar Portugal no Congresso Internacional de Dança da UNESCO, na Grécia. A apresentação decorreu no Dora Stratou Dance Theater, em Atenas, sendo que o governo português fez-se representar através da Embaixada Portuguesa na Grécia.

Em comunicado, a organização de “Portugal a Dançar” adiantou que “no certame que reúne vários investigadores, professores e bailarinos de todo o mundo, Beatriz Poeira apresentou a mesma coreografia com que venceu o Portugal a Dançar, tendo sido extremamente elogiada a sua prestação por todos os intervenientes”.

A jovem de Coimbra refere que não esperava viver esta oportunidade e que esta lhe permitiu crescer, quer profissionalmente quer pessoalmente. “Conheci pessoas com mais experiência e vindas de todos os sítios do mundo. Além disso, havia muitas danças tradicionais. Foi uma experiência muito enriquecedora”, sublinha.

Reitera ainda que esta viagem internacional também lhe permitiu provar que Portugal tem talento, já que “a dança não tem a visibilidade que deveria ter e é sempre um orgulho ir representar Portugal fora do país”.

Beatriz Poeira tem, agora, os olhos postos no futuro. Sem saber ao certo o que o amanhã lhe reserva, a única certeza que tem é a de que a dança lhe corre nas veias de tal modo que a pode fazer sentir tudo ou, em contrapartida, nada.

“Quando danço, posso estar a expressar o que estou a sentir no momento, mas também posso não estar a sentir nada. Posso apenas sentir-me livre para ser o que sou sem pensar em mais nada”, conclui.

 


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